A queda do avião da Etiópia Airlines ocorrida no passado domingo (10), que vitimou 157 pessoas entre passageiros e tripulantes, abre espaço para investigações sobre a segurança do aparelho, ao mesmo tempo que provoca uma onda de cepticismo em relação à ocorrência de futuros eventos similares. Países como a China, Indonésia e quase todos os países da União Europeia suspenderam internamente o uso de aparelhos da construtora americana na versão 737 max 8. Em seis meses, o modelo teve dois acidentes.

Em Outubro de 2018, um avião da mesma marca e modelo despenhou-se com 189 pessoas a bordo no Mar de Java.
Por altura do lançamento em 2017, a fabricante apresentava o 737 Max como um modelo “tecnologicamente avançado” ,destinado a oferecer viagens para cidades mais pequenas e apostar em rotas transatlânticas e transcontinentais.

Perfil do avião
Cada Boeing 737 MAX 8 custa 120 milhões de dólares e tem capacidade para 210 passageiros e um alcance de voo de 6.570 quilómetros. Quando o Boeing 737 MAX surgiu, uma das maiores diferenças detectadas em relação ao simples 737 foram os motores maiores e mais silenciosos que permitem economizar combustível e reduzir as emissões de Co2 até menos 350 toneladas face a versões anteriores.

Reacções do Mercado
Nos dois primeiros pregões após o acidente, as acções da Boeing acumularam queda de 11%, levantando dúvidas sobre possíveis reflexos económicos sobre a companhia. A empresa chegou a perder mais de Usd 26 mil milhões em valor de mercado.