A Audi apresentou esta semana, em São Francisco, Estados Unidos da América, o Audi e-tron, o primeiro carro de produção totalmente eléctrica da marca dos quatro anéis.
Com 4.901 mm de comprimento, 1.935 mm de largura e 1.616 mm de altura, este e-tron eléctrico situa-se entre os modelos Q5 e Q7 e podia perfeitamente ser apenas mais um elemento dessa família, tais as semelhanças com os modelos “convencionais” da Audi.
Ainda assim, este Audi quer ser diferente em muitas coisas e tem novidades revolucionárias como espelhos retrovisores virtuais, denominados “Audi Virtual Mirrors”, ou um sistema de travagem electro-hidráulico integrado (brake-by-wire), uma estreia para um automóvel de produção em série.
Mas vamos por partes, primeiro importa olhar para o “look” exterior desta proposta, marcada por contornos que lhe garantem força e presença. Os pára-choques muito expressivos ajudam a vincar o carácter desportivo desta proposta, mas é a grelha “singleframe” cinzenta, os emblemas “e-tron”, a tampa eléctrica do sistema de carregamento e o difusor traseiro que lhe garantem identidade.
Dentro do habitáculo destacam-se elementos em tudo semelhantes ao que a Audi oferece na sua restante gama, com a diferença de que o interior deste e-tron é dominado por cinco displays, entre eles os dois pequenos ecrãs montados junto do pilar “A” que transmitem a imagem captada pelos espelhos retrovisores virtuais.
Este sistema, apelidado de “Audi Virtual Mirrors”, traduz-se na substituição dos espelhos retrovisores convencionais por câmaras que permitem melhorar a visão ao redor do veículo e reduzir o coeficiente aerodinâmico deste modelo. Com estes “espelhos virtuais” a Audi reivindica um coeficiente aerodinâmico de 0,27 Cd, número que faz dele o SUV Premium mais aerodinâmico do mercado.