A Bienal de Luanda centraliza a agenda cultural da capital do país essa semana com múltiplas actividades. Trata-se de uma plataforma de reflexão sobre o futuro de África, com abordagens focadas na educação, ciência, cultura ao serviço da paz em África, prevenção de conflitos e o papel da mídia na promoção da paz.
Este e outros factos, levaram a ministra da Cultura, Maria da Piedade de Jesus, a defender, esta semana, em Luanda, a necessidade da conjugação de esforços e de vontades para o desenvolvimento sustentável do continente africano.
A titular da pasta da cultura, falava na cerimónia de abertura da Bienal de Luanda-Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz, que juntou governantes, intelectuais, estudantes, investigadores, entre outros, que devem aproveitar esta oportunidade para reforçar a interactividade e as acções para a busca de mais e melhores caminhos para o alcance de uma paz douradora em África.

Objectivos da Bienal
O evento, que é uma organização tripartida entre Angola, União Africana e Unesco, visa a promoção da harmonia e irmandade entre os povos através de actividades e manifestações culturais e cívicas, com a integração das elites africanas.
A agenda do evento, que tem a duração de cinco dias, reserva um festival de culturas, que decorre no Museu de História Militar, os fóruns da mulher, da juventude, de ideias e de parceiros, que vão concentrar os participantes no “Memorial António Agostinho Neto”.
Na mesma ocasião, a directora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), Audrey Azoulay, pediu também, maior compromisso dos governos para a manutenção da paz, por ser o maior alicerce para a promoção da qualidade de vida da população.
A responsável da Unesco referiu ainda ser preciso maior engajamento de todos para a preservação da paz que foi alcançada com muito esforço, devendo-se reafirmar, de forma permanente, o seu compromisso individual e colectivo com a qualidade de vida que esta acarreta para os povos.
Aquela directora fez menção a outros assuntos da actualidade, com destaque para o aquecimento global e revoluções tecnológicas, que requerem uma reformulação.
Cruzaram ao país, no âmbito deste evento, figuras como os Presidentes da Namíbia e do Mali, Hage Geingob e Ibrahim Boubacar Keïta, o Prémio Nobel da Paz de 2018, Denis Mukwege, e o antigo internacional da Côte d`Ivore, Didier Drogba.