De acordo com o decreto de classificação, esta capela representa “um testemunho do aproveitamento dado às ilhas adjacentes à antiga cidade de São Paulo de Loanda pelos colonos portugueses, para a concentração, armazenamento e embarque clandestino dos escravos capturados no interior da antiga colónia de Angola”.
O documento, de 8 de Maio, reconhece a “necessidade de promover o reconhecimento” da denominada “Capela da Ilha do Mussulo” enquanto “importante testemunho da memória colectiva”, cabendo agora à administração local tomar medidas para a “efectiva protecção e valorização do referido património e da sua zona de protecção”.
Esta classificação acontece numa altura em que está em elaboração um plano director para requalificação da península de Mussulo, referência do turismo em Luanda e nacional, considerado urgente para travar o actual cenário de “desordem” na ocupação daquela área.