Em teoria, os automóveis com motores alimentados a hidrogénio são muito interessantes e o combustível é, à partida, mais limpo, porque a sua única emissão é água. Mas há demasiadas condicionantes a uma via já enunciada com propostas como o Toyota Mirai, Honda Clarity ou até o mais recente Hyundai Nexo.
1 – Preço. Estes veículos são, para já, muito caros, mas a sua proliferação poderia garantir uma economia de escala, capaz de encontrar alternativas a metais preciosos como a platina;
2 – Ecologia em questão. Muitos técnicos consideram que nem todo o hidrogénio disponível é tão “limpo” como deveria ser. Este elemento é o mais comum no meio ambiente, o que equivale a dizer que é inesgotável. Mas como não existe na sua forma simples, estando associado ao oxigénio na composição da água (H2O), necessita de ser individualizado;
3 – “Limpo” é mais caro. É certo que se pode obter hidrogénio a partir da electrólise da água, uma solução “limpa”. Neste caso é exigido um litro de água e 5 kWh de electricidade para produzir 1.000 litros de hidrogénio sob a forma de gás à pressão atmosférica. Depois é necessário comprimir esse gás a 700 bars para uma utilização no automóvel;
4 – Rendimento. O rendimento é 2,5 inferior ao que conseguimos obter com as baterias eléctricas, mas essa situação pode evoluir e é expectável que novas soluções possam permitir utilizar 2 kWh de energia face aos 5 kWh exigidos na produção, e isso poderá ser mais interessante, desde que o preço da energia eléctrica seja muito baixo;
5 – Distribuição difícil. Pensar no hidrogénio como uma solução para amanhã é impensável. O problema da distribuição é, para já, incomportável. Os custos astronómicos exigiriam custos altos para preparar os pontos de abastecimento para este combustível.