Dois jovens estudantes africanos, nomeadamente Moctar Dembele de 22 anos e Gerard Niyondiko de 35, do Instituto Internacional de Água e Engenharia Ambiental, em Ouagadougou, no Burkina Faso, produziram um sabão que designam “Fasoap” , composto por ervas locais, ingredientes naturais repelentes de mosquitos, manteiga de karité e óleo de limoeiro, que tem a capacidade de combater a malária devido ao aroma que deixa na pele do ser humano.

A ideia surgiu pelo facto de a maioria da população não ter possibilidades para financiar medicamentos contra a doença, como cremes, que atinge muitas pessoas em África. A malária é uma das doenças que mais mata no continente, se não mesmo a primeira causa de mortalidade, daí as preocupações dos dois estudantes. “Pensámos num repelente de mosquitos em sabonete para que toda a população possa pagar e ter acesso”, explica Niyondiko. Como se trata de um produto à base de ingredientes regionais o preço será acessível, esta invenção já pode ser considerada um sucesso.

Esta invenção já garantiu aos estudantes quase 20 mil euros, ambos foram premiados pelo grande prémio na competição de riscos sociais globais, e embora ainda estejam a melhorar o produto, prevêem que em 2015, o mesmo já possa estar no mercado.
Por exemplo, o relatório sobre a malária refere que em 2010 havia 3,7 milhões de portadores da doença em Angola, o que a Organização Mundial da Saúde (OMS) a alertar que o uso de mosquiteiros pode reduzir em 20 por cento a mortalidade infantil.
A malária é um problema de saúde pública e a principal causa de morte e de absentismo laboral e escolar, realça o inquérito de indicadores da malária em Angola de 2011, divulgado no dia mundial da luta contra a malária, que se assinalou a 25 de Abril. Só em 2010, o número de casos de morbilidade chegou aos 3,7 milhões em todo continente.

O relatório faz igualmente referência que a malária esteve na origem de cerca de 35 por cento dos episódios de consultas médicas, 20 dos internamentos hospitalares, 40 das mortes perinatais e 25 dos casos de mortalidade materna.