A ministra da Cultura, Maria da Piedade de Jesus, afirmou, esta semana, em Paris (França), que se está a trabalhar no processo de fundamentação do dossier Cuito Cuanavale, para, posteriormente, ser remetido a UNESCO, no âmbito da candidatura a património cultural da humanidade.
De acordo com a ministra, que falava à margem da reunião com a UNESCO para o balanço da 1.ª edição da Bienal de Luanda - Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz, por se tratar de uma das prioridades do sector, os especialistas estão a trabalhar no terreno, para a recolha de mais dados a serem incluídos no processo.
A candidatura do Cuito Cuanavale a Património da Humanidade conta com o apoio dos países da África Austral, pelo seu impacto na abolição do apartheid na África do Sul e para a Independência Nacional da Namíbia.
Relativamente a reunião com o director geral adjunto da UNESCO, Firmin Edouard Makoto, Maria da Piedade de Jesus avançou que serviu para se fazer um balanço dos resultados da Bienal de Luanda e o alinhamento de algumas acções para a segunda edição do evento.
Por seu turno, o director geral adjunto da UNESCO, Firmin Edouard Makoto, garantiu a disponibilidade da organização apoiar os projectos angolanos.
Firmin Edouard Makoto adiantou, em relação a Bienal de Luanda, a intenção de se fazer melhor na segunda edição, destacando, por esta razão, a necessidade de se começar a trabalhar o mais cedo possível.
Historial do Memorial
O memorial tem a forma de uma pirâmide, que simboliza a resistência e bravura dos combatentes desta batalha, e uma estátua. Tem igualmente dois espelhos de água que retratam os rios Cuito e Cuanavale. A pirâmide está sustentada por três pilares que simbolizam os três ramos das Forças Armadas
Angolanas (FAA).
No terraço do monumento, está colocada uma peça em vidro, onde poderão ser depositadas flores em homenagem aos combatentes tombados. No seu interior tem um feixe luminoso, que significa a força demonstrada pelas tropas na vitória sobre os sul-africanos.