Para usuários de smartphones que gostam de streaming ou outros aplicativos, os dados móveis não são baratos. O custo de um gigabyte varia muito entre os países. O site britânico de comparação de preços “cable.co.uk” divulgou, recentemente, uma grande análise mundial que se concentrou em 6.313 planos de dados em 230 países. A Índia é o país mais barato para uso de um gigabyte de internet, com o custo médio de apenas 0,26 dólares. O Quirguistão ficou em 2oº lugar, com 0,27 dólares, enquanto o Cazaquistão completou o Top 3 com 0,49 dólares.
O Zimbabwe é o local mais caro para internet móvel, onde um gigabyte custa, em média, 75,20 dólares – 289 vezes mais do que na Índia. Enquanto 1 GB de dados custa 1,73 dólares para os italianos, os franceses precisam desembolsar 2,99 dólares, os ingleses 6,66 de dólares e os alemães 6,96. Os custos são ainda maiores na América do Norte, onde 1 GB vale, em média, 12,02 no Canadá e 12,38 dólares nos Estados Unidos da América.
Embora a Coreia do Sul tenha sido pioneira em infra-estrutura móvel excepcional e internet veloz por anos, os seus preços ainda são muito altos: em torno de 15 dólares. O valor para quem usa smartphones em Seul ainda são melhores do que na Suíça, onde os custos são de 20 dólares. Dan Howdle, analista de telecomunicações do “cable.co.uk”, disse que muitos dos países com custo mais baixo têm excelente infra-estrutura de banda larga móvel e fixa para que os provedores possam oferecer grandes quantidades de dados a preços baixos. Em muitos casos, a economia determina que os preços devem ser baixos, pois é o que as pessoas podem pagar.
A organização “Alliance for Affordable Internet”, no seu relatório de 2017 define “internet acessível” quando alguém não paga mais do que dois por cento da sua renda para ter 1GB de tráfego de internet. A designada regra “1 por 2”. Olhando para os tarifários disponíveis no mercado angolano, 1 GB de tráfego de internet custa cerca de 22 dólares, acima da média africana (17,5 usd em 2015).