Oturismo em Angola começa a ser já uma realidade emergente, visto que o país tem um potencial enorme para o desenvolvimento desta actividade. Qualquer uma das províncias angolanas tem muito para oferecer, desde as suas deslumbrantes heranças naturais até às suas riquezas culturais, diz o presidente da Associação de Guias e Intérpretes Turísticos de Angola (AGUITA), Paciência Samuel.
Paciência Samuel afirma que as condições básicas como as boas estradas, alojamento, custo alto do bilhete de passagem e alimentação ainda são um problema para quem quer conhecer as maravilhas de Angola.

Quadro para melhoria
Para inverter o quadro, o presidente da Aguita considerou ser importante a redução de preços nos serviços hoteleiros, resorts e pensões do país, intensificar a troca de serviços neste sector com outros países e melhorar o estado das estradas e a formação de quadros nacionais na área do turismo.
Associou igualmente, entre outras medidas que podem ajudar no aumento da contribuição do sector para o OGE, a entrada de mais companhias aéreas no mercado angolano e a redução dos custos das viagens, mas elogiou o executivo por ter traçado políticas de facilitação de vistos, que visam o incremento da contribuição do sector turístico à economia nacional, isentando deste ano, a concepção de vistos de 61 países.
Para aquele gestor, o turismo continua a ser uma actividade muito sensível por levar a imagem do país além fronteiras e que o melhoramento das condições básicas deve ser urgente, de modo a atrair mais turistas e investidores neste sector.
O presidente da Aguita, adiantou que Angola é um país abençoado, que tem todas as condições para se desenvolver com base no turismo, basta apenas que sejam traçadas as melhores políticas que se adequam à realidade e cooperar com outros países que conseguiram alavancar a sua economia com o turismo.
“É necessário ter pessoas que consigam informar e manter o interesse do turista que visita a região, seja estrangeiro ou nacional. E nisto, os guias turísticos e operadores devem criar as condições e pô-las à disposição dos visitantes, para levar uma boa imagem de Angola lá fora e atrair outros”, afirma.
Para alcançar o que outros países conseguiram neste sector, Samuel Paciência destacou a criação de serviços nestes locais, para desenvolver valências que permitam o fácil acesso de caravanas turísticas e passeios em carros próprios para a prática de excursão.
Ainda em relação à formação de guias e intérpretes turísticos, a Aguita pretende, igualmente, formar 15 mil ex-militares por conhecerem muitas zonas rurais. Essa visão da instituição, decorre do facto de muitos turistas ao chegarem ao país desejarem conhecer a cultura local. A Aguita controla 70 guias e intérpretes turísticos nas províncias de Luanda, Huíla, Benguela e Namibe.