O livro “Economia informal - o caso de Angola” é o título de uma obra literária publicada nesta quarta-feira, em Luanda, pelo ministro da Geologia e Minas, Francisco Queirós.
O livro composto por 209 páginas retrata as causas, consequências e características da informalidade económica no país, assim como aponta os caminhos que devem ser seguidos para que os agentes económicos informais deixem esta prática, que não contribui o desenvolvimento.
A capacidade de fazer um enquadramento do estudo na relação íntima entre a economia formal e informal num determinado período datado em Angola, como uma demanda social muito forte e articulação do Estado para encontrar resposta a este desafio, constitui uma das características do livro. A outra característica tem a ver com a forma precisa como o autor assumiu em estabelecer uma discussão entre vários escritores da África, Europa e América Latina, deixando em aberto a possibilidade do leitor fazer o seu juízo de valor sobre as questões elencadas.
“Para um país se desenvolver não pode haver informalidade permanente ou perpétuo, apesar das necessidades de cada agente económico, mas a questão em causa deve ser encarada como um momento transitório que deve evoluir paulatinamente para economia formal”, afirmou o autor.
Segundo Francisco Queirós, o livro resulta da sua dissertação de mestrado que foi reelaborada para servir a sociedade académica e os leitores comuns que se interessam pelas questões da economia informal.
Para o autor, a economia informal em Angola é um fenómeno estrutural que requer um enquadramento macroeconómico e cultural da sociedade.