A Embraer revelou esta semana, pela primeira vez, o seu conceito para o projecto do Uber de lançar um veículo voador eléctrico para transporte urbano, conhecido pela sigla eVTOL, até 2020. O conceito da Embraer assemelha-se a um helicóptero mas, em vez de combustível fóssil, usa eletricidade. Além disso, no lugar de um único rotor no topo e outro menor na cauda, a aeronave para quatro passageiros e piloto tem dois conjuntos de quatro pequenos rotores acima da cabine e um rotor maior montado perpendicularmente na cauda, para dar propulsão na horizontal.
A ideia da fabricante brasileira de aviões foi exibida durante um evento do Uber em Los Angeles, nos Estados Unidos da América. “A mobilidade urbana está prestes a ser transformada e estamos determinados a ter um papel fundamental nesse importante mercado”, disse o presidente-executivo da Embraer, Paulo César de Souza e Silva, em comunicado à imprensa. Embraer é um conglomerado transnacional brasileiro fabricante de aviões comerciais, executivos, agrícolas e militares, peças aeroespaciais, serviços e suporte na área. A empresa tem sede na cidade de São José dos Campos, interior do estado de São Paulo, e possui diversas unidades no Brasil e no exterior, inclusive joint ventures na China e em Portugal.
Com uma receita líquida de 6,1 mil milhões em 2012, passou à quarta posição mundial no sector, abaixo da principal concorrente, a canadiana Bombardier (que encerrou 2012 com um facturamento de 8,6 mil milhões, da Airbus e da Boeing. Essa queda para a quarta posição foi uma decisão estratégica da empresa, que optou por reduzir a actuação no mercado de aeronaves comerciais (onde há maior concorrência internacional) e ampliar o seu mercado na linha executiva e defesa. Essa mudança de estratégia levou a Embraer a ser, em 2012, a empresa que mais cresceu, entre as maiores exportadoras brasileiras (17,6% em relação a 2011).

Fundação
Fundada em 1969 como uma sociedade de economia mista vinculada ao Ministério da Aeronáutica, o seu primeiro presidente foi o engenheiro Ozires Silva, que havia liderado o desenvolvimento do avião Bandeirante. Inicialmente, a maior parte do seu quadro de funcionários formou-se com pessoal oriundo do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), que fazia parte do CTA.