As unidades fabris angolanas devem trabalhar para exportação de bens produzidos no país, de modo a dar resposta à estratégia do Executivo angolano para a saída da crise financeira, apelou na passada quarta-feira, em Luanda, o ministro e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, Manuel da Cruz Neto.
Ao discursar depois da inauguração da fábrica de cerveja Tigra, no complexo industrial do Kikuxi, o ministro disse que a empresa de bebidas Refriango está agora, em condições de responder à orientação específica do fomento das exportações, apesar do grupo ter perseguido esse objectivo fazendo exportações experimentais para conhecimento dos novos mercados.
Frisou ser fundamental fazer de modo que essas exportações cresçam de forma sustentada e não ponham em
perigo a obra criada até agora.
De acordo com o ministro, a produção da indústria de bebidas em Angola, nomeadamente a da cerveja, é excedentária relativamente à
demanda interna do produto.
“Mas apraz-me registar que os industriais do sector continuam a investir porque, por um lado, são verdadeiros empresários que percebem de gestão do risco e, por outro lado, o mapa abrange toda a África, Europa, Ásia e outras paragens porque, agora, a exportação é possível”, disse.
Recordou que há poucos anos, a indústria de bebidas nacional confrontava-se com uma concorrência agressiva de produtos similares provenientes da importação, mas actualmente a luta por quotas de mercado é interna e os industriais do sector continuam a investir, sabendo que apenas o alargamento continuado e coerente da linha de produtos pode manter fidelizando os clientes e conquistas novos consumidores para os seus produtos.
Na infra-estrutura fabril, segundo dados do grupo empresarial, foram investidos cerca de 50 milhões de dólares, e prevê produzir 60 mihões de litros por ano. Com este projecto, a empresa criou um total de 150 postos de trabalho.

União Europeia apoia projectos
em cinco anos.

A União Europeia (UE) vai financiar em Angola nos próximos cinco anos projectos nos sectores do comércio, energia e águas, no valor de 200 milhões de euros, anunciou em Luanda o embaixador da UE, Tomás Ulicny.
Na celebração do 60º aniversário do Tratado de Roma, que se assinalou segunda-feira, o embaixador garantiu à Angop que, além do investimento nesses sectores, o bloco económico europeu vai apoiar, nos próximos seis meses, a formação de técnicos do Banco Nacional de Angola (BNA).
“Mais de vinte angolanos vão à Europa receber formação em sistemas bancários e alguns ‘experts’ europeus virão a Angola transmitir a sua experiência bancária e como atingir o ‘standard’ bancário europeu”, disse o diplomata.Tomás Ulicny disse pretender reforçar também a cooperação a nível do ensino superior com a disponibilização de pelo menos oito milhões para a formação de quadros nos próximos dois anos.
Por ocasião do aniversário do Tratado de Roma, que criou as bases da União Europeia, o embaixador disse ser com “orgulho que a Europa olha para o passado e é com esperança que encerra o futuro”.
Na celebração em Luanda do 60º aniversário do Tratado de Roma estiveram presentes os representantes de todos os países da União Europeia
com embaixadas em Angola.