Steve McQueen faleceu há quase 40 anos, mas isso não impediu a sua família de avançar com um processo contra a Ferrari. O motivo? Uso não autorizado do nome do actor numa pintura.
Para perceber esta história é preciso recuar até 2016, altura em que a Ferrari encomendou “70 pinturas inspiradas nos modelos mais icónicos da sua história” à sua divisão “Tailor Made”, especializada em dar vida às exigências de clientes que procuram dar mais exclusividade aos seus “Cavallinos Rampantes”.
A família de McQueen procura uma indemnização de cerca de 1,7 milhões de euros por violação de marca registada e danos punitivos. Resta agora saber a quem os tribunais darão razão.
Estas 70 pinturas foram criadas para celebrar o 70º aniversário da marca de Maranello, sendo que várias destas pinturas fizeram a sua primeira aparição pública no salão automóvel de Paris de 2016. Entre as várias decorações apresentadas encontramos edições para todos os gostos, desde um 488 GTB denominado “The Schumacher” até um F12 Berlinetta denominado “The Stirling”, em homenagem a Sir Stirling Moss.
Mas o modelo que está a gerar toda esta polémica é um Ferrari Califórnia T com uma pintura castanha inspirada no Ferrari 250 GT Berlinetta Lusso (1963) – também castanho de Steve McQueen.
A Ferrari terá pensado que estava a prestar uma homenagem à estrela do filme “Bullit, mas os filhos do actor não acharam graça à ideia. Chadwick McQueen, filho do actor, apresentou uma queixa contra a Ferrari junto do Tribunal
Superior de Los Angeles.