Em declarações à Angop, a propósito da visita de dois dias ao Soyo, o diplomata salientou que a valorização da histórica cidade de Mbanza Kongo, como património mundial, passa pela definição de estratégias e políticas de desenvolvimento turístico a médio e longo prazo.
Para o embaixador, turismo significa a construção de unidades hoteleiras de matriz internacional, restaurantes, similares, museus e outras infra-estruturas afins capazes de atraírem os turistas nacionais e estrangeiros.
Para Silvain Itté é necessário que se invista em projectos concretos que concorram com outros países do continente africano e do mundo para dignificar essa localidade histórica, situada a norte de Angola.
Como exemplo falou da Namíbia, um país africano que hoje é um dos destinos turísticos interessante e importante para muitos estrangeiros do mundo inteiro. “Esses investimentos não são só financeiros que poderão, eventualmente, vir do exterior, mais sim é um conjunto de políticas a serem definidas pelas autoridades angolanas, que passam pela formação e capacitação de quadros e a edificação de infra-estruturas necessárias”, asseverou.
Para o embaixador, a única forma de Mbanza Kongo se tornar num sítio de atracção turística nacional e internacional nos próximos tempos é a adequação das suas infra-estrurras às exigências actuais.
“Os turistas de qualquer parte do mundo para virem a Mbanza Kongo procurarão saber o que de concreto irão encontrar no terreno, em termos de infra-estruturas nos domínios da hotelaria e restauração”, acentuou.
A cidade de Mbanza Kongo foi elevada a categoria de património mundial a 08 de Julho de 2017, no decorrer de uma reunião do Comité Internacional do Património Mundial, realizada na cidade de Cracóvia, República da Polónia.
O município, com cerca de 170.000 habitantes e que até 1975, no tempo colonial português, se designou como São Salvador do Congo, ainda não tem oferta hoteleira suficiente para o potencial agora criado com a classificação da Unesco.
O Kulumbimbi, as ruínas da sé catedral de Mbanza Congo, do século XVI, o primeiro templo católico construído a sul do equador, é o cartão-de-visita desta classificação, assim como o cemitério dos antigos Reis do Congo.