Faz tempo que se fala em turismo espacial e em levar civis para visitar o espaço. Mas sabia que existe uma companhia privada a trabalhar no desenvolvimento do 1º “hotel” que fica em órbita ao redor do planeta – e que inclusive já foi definida uma data para o seu lançamento? Trata-se da Von Braun Rotating Space Station, uma estação espacial que conta com gravidade artificial e oferece quartos tanto para cientistas como para visitantes interessados em ver o mundo a partir de um novo ângulo.
Quem está por trás do desenvolvimento do hotel é a startup Gateway Foundation, e Timothy Alatorre, o arquitecto líder do projecto, explicou que o hotel consistirá numa estação espacial modular composta por dois anéis concêntricos que ficarão em rotação e oferecem uma força gravitacional equivalente a 1/6 da gravidade terrestre.
Apesar de estar pensado para receber cientistas em viagem para a realização de estudos no espaço, o hotel também oferecerá estadia para turistas – e, por isso, contará com todas as amenidades que os hotéis em terra-firme dispõem. Estão nos planos, por exemplo, a criação de bares e restaurantes, apesar das dificuldades logísticas que eles representam, assim como áreas para a prática de exercícios. Além disso, embora a estação espacial venha a ter gravidade artificial, também haverá locais onde os hóspedes poderão experimentar a ausência dela, e no hotel deverão acontecer espetáculos e concertos, bem como programas voltados para as artes.
A companhia está a trabalhar com um cronograma bastante ambicioso e, se tudo der certo, o lançamento da estrutura principal poderá acontecer já em 2025. A construção e montagem serão finalizadas em órbita por robots e a ideia é que, uma vez inaugurado, o hotel receba por volta de 100 visitantes por semana.
O local terá capacidade para acomodar até 450 pessoas e a intenção é que o hotel não seja um privilégio apenas para milionários.
Segundo Alatorre, ele e a sua equipa inspiraram-se em clássicos como Star Trek e Star Wars – e nas naves cheias de pessoas que aparecem nas tramas – para desenvolver o projecto, e o nome da estação é uma homenagem a Wernher von Braun, cientista alemão (e nazista...) que imaginou um conceito semelhante na década de 50.