A estilista angolana Liseth Pote defendeu esta semana, em Saurimo, província da Lunda Sul, a necessidade das autoridades do país criarem oficinas de moda, com máquinas industriais, para dinamizar esse segmento da cultura.
Em declarações à Angop, Liseth Pote disse ser também importante existir mercados destinados à venda de tecidos e outros produtos da indústria da moda, para reduzir a dificuldade que os criadores encontram na obtenção desses bens.
Segundo Liseth Pote, os governos provinciais devem estimular e incentivar mais os jovens no sentido de enveredarem pelo sector da cultura e do empreendedorismo, para preservação da identidade, criação de emprego e diversificação da economia.
No seu entender, a moda em Angola ainda precisa de muitos investimentos, principalmente nas áreas da formação profissional, no surgimento de indústrias têxteis e na troca de experiências com artistas mais experimentados do mercado internacional.
“Nós temos no país jovens com talento, o problema é a falta de apoio material e financeiro para produzirem as obras e divulgarem as suas criações. Há também poucos eventos de desfiles de moda, actividade que pode auxiliar na arrecadação de receitas”, admitiu.
Sugeriu aos jovens angolanos a terem cultura de adquirir peças de roupa desenhadas e produzidas por estilistas nacionais para valorizarem mais o produto interno, ao invés de optarem por trajes importados.
Liseth Pote iniciou a sua carreira na moda em 1989 e já representou o país em vários eventos no estrangeiro.