Em declaração à Angop, o escritor disse ainda que o hábito de leitura permite desenvolver a capacidade intelectual do indivíduo, dá a conhecer factos novos, desenvolve habilidades de interpretar, ler e redigir textos.
Ressaltou também que numa fase em que o país está apostar na erradicação do analfabetismo, os professores, alunos e outros cidadãos devem incentivar e valorizar mais a prática literária.
“Para se aperfeiçoar a leitura e ter homens bem informados para ajudar no processo de desenvolvimento do país é necessário se apostar mais na produção literária e incentivar a população, principalmente as crianças e jovens, a ter hábitos de leitura”, frisou.
Apelou às instituições públicas e privadas, bem como associações cívicas e Organizações Não Governamentais (ONG) no sentido de apoiarem o sector literário, como adopção políticas que visam reduzir o custo dos materiais da gráfica e aumentar a produção de livros.
Estêvão Ludi nasceu na província do Uíge, é licenciado em Línguas e Literatura Africana pela Faculdade de Letras da Universidade Agostinho Neto (UAN).
O também docente universitário publicou, em Abril deste ano, a obra “As coisas que nunca devias ter dito”.
Segundo definição da Unesco, “uma pessoa funcionalmente analfabeta é aquela que não pode participar de todas as actividades nas quais a alfabetização é requerida para uma actuação eficaz no seio do seu grupo e na comunidade e, que lhe permitem, também, continuar a usar a leitura, a escrita e o cálculo a serviço do seu próprio benefício pessoal.