A inclusão do centro Histórico da cidade de Mbanza Congo na lista do património mundial da Unesco é um momento histórico para Angola, considerou esta semana, o ministro português da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes.
Numa mensagem de felicitações endereçada ao Governo angolano através do Ministério da Cultura, o governante português realça que, sendo a primeira candidatura angolana validada por aquele agência das Nações Unidas, significa igualmente um passo importante na valorização do tão rico e considerável património cultural material e imaterial de que dispõe.
“Aproveito, também, para transmitir votos de sucesso na valorização desta candidatura enquanto estímulo para o desenvolvimento económico e social da cidade, com reflexos positivos no bem-estar da sua população”, lê-se na mensagem.
O centro histórico da cidade de Mbanza Congo, capital antigo do reino do Kongo, que abrangia a RDC, o Congo Brazzaville e o Gabão, foi incluído na lista do Património Mundial durante a 41ª sessão do Comité do Património Mundial da Unesco, realizada em Cracóvia (Polónia).
Mbanza Congo foi, no século XVII, a maior vila da Costa Ocidental da África Central, com uma densidade populacional de 40 mil habitantes (nativos) e quatro mil europeus. Com o seu declínio, a cidade que se encontrava no centro do reino em plena “idade de ouro” transformou-se numa vila mística e espiritual do grupo etnolinguístico kikongo e albergou as repúblicas de Angola, Democrática do Congo, Congo Brazzaville e Gabão.
Com uma superfície de sete mil 651 quilómetros quadrados, Mbanza Congo é limitada a norte com o município do Kuimba e pela RDC, a sul e a este com a província do Uíge e a oeste com os municípios do Tomboco e Nóqui.
Ela tem uma população estimada em 155 mil 174 habitantes (dados do último censo). A cidade de Mbanza Congo possui cinco bairros, nomeadamente Sagrada Esperança, 4 de Fevereiro, 11 de Novembro, Álvaro Buta e Martins Kidito.