As Listras de Tigre se situam no polo Sul de Encélado e medem cerca de 130 quilómetros de comprimento, ficando separadas umas das outras por mais ou menos 35 km de distância. Essas formações concentram gêiseres que expelem água pela superfície congelada do satélite e, conforme mencionamos antes, as são fendas imensas, especialmente considerando que a lua mesmo conta com apenas 500 quilómetros de
diâmetro, aproximadamente.
Descobertas em 2005, durante sobrevoos da sonda espacial Cassini, da Nasa, até onde se sabe, nenhum outro objecto no Sistema Solar apresenta fissuras iguais às Listras de Tigre – e uma curiosidade sobre as fendas é que elas foram baptizadas com os nomes de “Bagdá”, “Cairo”, “Damasco” e “Alexandria”, em homenagem a cidades que figuram
na obra “As mil e uma noites”.
Segundo revelaram os levantamentos realizados pela Cassini, existe um vasto oceano líquido sob a camada de gelo que cobre a superfície de Encélado. Então, uma teoria sobre as fendas foi apresentada pelo cientista Francis Nimmo, da Universidade da Califórnia, em 2006, que propôs que as fissuras teriam se formado em outras regiões do satélite e migrado para o polo sul devido a pontos de calor sob a superfície de gelo – que criavam bolsões de água aquecida de baixa densidade que afetavam ligeiramente o eixo de Encélado,
movendo as listras de lugar.
Pois, a análise das informações colectadas pela sonda apontaram que Encélado, ao orbitar ao redor de Saturno, é impactada pela gravidade exercida pelo gigante gasoso, e a força das marés resultantes da influência gravitacional causa deformações e até o aquecimento.