A Nokia revelou oficialmente esta semana um empréstimo de 500 milhões de euros junto ao Banco Europeu de Investimento para ser utilizado para financiar pesquisa e desenvolvimento de produtos para a infra-estrutura de redes 5G em todo o mundo.
Com esse valor em caixa, a Nokia — a divisão da empresa que sobreviveu à venda para a Microsoft e não a nova fabricante de celulares HMD Global — poderá trabalhar na construção de rádios para antenas de operadoras, bem como todo o núcleo computarizado e as aplicações necessárias para as empresas gerirem as suas redes de quinta geração.
A grande vantagem do 5G na comparação com o 4G é, sem dúvida o aumento da velocidade, que poderá chegar a 1 Gbps. Há também uma redução significativa na latência, o que tornará o uso de modems 5G para internet fixa doméstica mais viável. O 5G também terá mais capacidade de conexão de terminais móveis e isso deve beneficiar os equipamentos que seguem o padrão da Internet das coisas.
Mais interessante ainda é que, caso a Anatel realize o leilão da faixa de frequência dos 3,5 GHz para as operadoras de telefonia móvel, o 5G pode chegar ao Brasil já em 2019, junto com outros mercados globais que estão prontos para estrear no ano que vem. Isso vai acontecer porque as operadoras poderão utilizar a mesma estrutura que possuem hoje para o 4G de 1,8 GHz para o 5G de 3,5 GHz.
Para tal, será necessário apenas instalar novos módulos nas torres que elas já possuem, o que pode levar menos de seis meses, de acordo com executivos da Nokia. Fora isso, não haverá a necessidade de fazer uma “limpeza de frequência”, como foi preciso com o desligamento da TV analógica. “Fizemos testes de mitigação com a TIM. Existe a possibilidade de convivência do satélite com o 5G de 3,5 GHz sem problema nenhum”, disse Wilson Cardoso, CTO da Nokia para a América Latina em entrevista ao TeleSíntese.