Para o efeito, a UEA contou com os préstimos de Agnela Barros que dirigiu a dissertação sobre a vida e obra do também considerado rei da música angolana.
Elias Francisco José, de nome artístico Elias dya Kimuezu, tem mais de 70 anos e interpreta músicas em vários estilos musicais, como semba, rumba e bolero.
Com uma carreira iniciada nos anos 50 no agrupamento “Turma do Margoso”, como vocalista principal e tocador de bate-bate, Elias dya Kimuezu tem gravados quatro Long Playing (LP) e igual número de singles, todos produzidos entre os anos 60 e 70, tendo em 2005 lançado o seu primeiro CD.
Descobriu a sua vocação artística aos 15 anos de idade, fruto da sua constante frequência no Samba Kimúngua, na zona do Bungo, onde residiam vários operários do Porto e dos Caminhos- de-Ferro que tocavam e dançavam o kinganje. Dois anos mais tarde, entrou para Os Kizombas que, na altura, tocava nas farras do Salão Malanjinho, no bairro do Sambizanga.
Em 1972, em compensação, pelo trabalho em prol da música, foi distinguido com uma estatueta referente aos “11 mais da cidade de Luanda”, que premiava as 11 figuras mais destacadas nas diversas áreas profissionais e sociais na capital.
Desde os meados da década de 60 que Elias dya Kimuezu, pela qualidade do trabalho foi considerado como “O rei da música angolana”.