O historiador Cornélio Calei considerou esta semana, quando se debruçava numa palestra sobre Agostinho Neto, em saudação ao seu aniversário natalício que se celebra a 17 de Setembro, que as obras de Agostinho Neto, elevam o patriotismo dos angolanos e devem ser mais valorizadas.
Para o preleitor, se bem estudadas, as duas palavras que dão título à obra poética “Sagrada Esperança”, filosoficamente, foram criadas com profundidade, traduzindo da forma multifacetada a vida. “Sagrada Esperança entrelaça a experiência da vida do autor, de outras pessoas e encarna o que se pode chamar de humanidade, resumindo tudo o que deixou como legado”, disse.
Coenélio Calei ousou chamar a obra em questão de “Bíblia” de quem quiser entender o caminho, o percurso, o fundamento e a realização do povo angolano. A título de exemplo realçou que o slogan resolver o problema do povo não representa palavras de ordem política, mas sim poética.
Por seu turno o PCA do Memorial António Agostinho Neto, António Fonseca, afirmou que a cultura só pode transformar-se em factor de unidade nacional e inclusão social se for respeitada a diversidade cultural que caracteriza a sociedade.
A cultura foi ainda mencionada como algo que fortalece a nação em qualquer que seja o quadrante o cidadão deve esforçar-se para que a paz seja a principal força e mantenher o espírito de união e respeito pela diferença.