De acordo com o responsável do espaço, Estêvão Costa, que avançou a informação à Angop, trata-se de dois espectáculos para assinalar o Dia da Paz em Angola, bem como para a promoção e valorização da música e dos músicos angolanos.
A casa, que também recebe regularmente vozes estrangeiras, segundo o responsável, está apostada na promoção da música angolana, dando espaço para as “estrelas” nacionais mostrarem o que têm feito em prol da cultura angolana através da música.
Os dois espectáculos, adiantou, servirão para assinalar também o Dia da Paz e Reconciliação Nacional, 4 de Abril, com o que de melhor se tem produzido, musicalmente, no país.
“É um músico que dispensa apresentações e com um rico e vasto guião artístico, que tem marcado a arena musical angolana. Nada melhor do que festejar o Dia da Paz com muita música angolana”, realçou.
Paulo Flores, autor, compositor e intérprete é uma das principais referências na música de Angola e um defensor incansável do semba.
Aos 16 anos grava na Rádio de Luanda “Kapuete Kamundanda” (1988), onde o tema “Cherry” protagoniza um novo género musical, a kizomba (que significa Festa em kimbundu), fusão de ritmos do zouk das Antilhas com elementos do Congo e de Angola, com grande predominância de teclados electrónicos.
Paulo Flores aparece assim, juntamente com Eduardo Paim, na primeira linha deste movimento crucial da música de dança africana (lusófona) de cariz urbano, popularizada em Portugal nos anos 80, a kizomba.
Paulo Flores nasceu a 1 de Julho de 1972 no Cazenga, em Luanda, sendo um dos cantores mais populares de Angola.