Está prevista a ida, entre outros, do músico Ndaka o Wiñi e a sua banda, bem como intelectuais estudiosos sobre arte angolana e africana, conforme a confirmação de Paulo Kussy, curador desta 57ª Bienal.
No seu quinto dia de portas abertas, o pavilhão de Angola continua a receber centenas de admiradores da arte angolana e africana em busca de informações sobre o mercado cultural angolano, com particular realce para o ligado ao mundo das artes plásticas.
Aberto até 26 de Novembro, o pavilhão de Angola localizado no Venice Art Space- Fondamenta degli Incurabili, Dorsoduro 557, alberga a exposição “Memória magnética - Ressonância histórica”, tendo como comissária a ministra da Cultura, Carolina Cerqueira.
Trata-se de uma amostra em filigrama de António Ole, revelando o seu universo conceitual, um projecto que vai propor à reflexão e à celebração da trajectória da história recente de Angola a partir do olhar poético do cinema nacional e da ancestralidade ao longo dos últimos 40 anos.
Durante o evento serão exibidos cinco filmes, nomeadamente “Carnaval da vitória” (1978), que regista imagens do I Carnaval na Angola independente, “Ritmo do Ngola Ritmos” (1978), que aborda o processo de resistência de um dos grupos musicais mais antigos do país e “No caminho das estrelas” (1980) faz uma singela homenagem ao primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, bem como “Conceição Tchiambula - Um dia, uma vida” (1982) , que retrata a luta diária de uma camponesa para sustentar a sua família e , por fim, o ensaio poético denominado “Sem título” (2006), que destaca as preocupações ambientais, bem como a protecção da fauna nacional.