A Rolls-Royce está a trabalhar num projecto para desenvolver embarcações totalmente automáticas, ou seja, que possam navegar sozinhas, sendo monitoradas apenas via controlo remoto. A tecnologia vem sendo estudada desde 2010, e no início deste ano a empresa lançou um sistema de navegação inteligente para embarcações tripuladas de alto luxo.
Agora, numa parceria assinada com a Intel, o objectivo é aprimorar o sistema de navegação inteligente para que as embarcações estejam prontas para navegar de forma autónoma. Actualmente, o sistema possui uma rede de câmeras doptadas de tecnologia Lidar e de radares, sendo capaz de fazer uma varredura ao redor da embarcação, identificar outros navios e possíveis obstáculos e enviar alertas para a tripulação. Esse sistema já aproveita os recursos fornecidos pelo contrato com a Intel: os dados são processados por chips Xeon e armazenados em SSDs Nand 3D, ambos fabricados pela empresa.
De acordo com Kevin Daffey, director de inteligência de navios da Rolls-Royce, o sistema tem ajudado a manter a segurança das tripulações, pois consegue classificar automaticamente outras embarcações que se aproximam, inclusive em más condições de visibilidade, e é útil em situações de ancoragem.
Daqui em diante, o foco da companhia é transformar o sistema de navegação existente numa tecnologia capaz de substituir completamente a tripulação.
Para Daffey, o primeiro passo já foi dado. Os próximos desafios vão girar em torno da criação de uma legislação internacional para controlar a implantação de navios autónomos. Segundo ele, será possível ter embarcações operadas por controlo remoto dentro de aproximadamente dois anos, mas apenas em regiões costeiras.