A maior expressão cultural do Brasil, o samba, perde um dos seus maiores precursores. Nascida em 13 de Abril de 1921, no Rio de Janeiro, Ivone Lara compôs o seu primeiro samba aos 12 anos, “Tiê, tiê”. Entre as suas composições mais conhecidas estão “Sonho meu e Acreditar”, ambos em parceria com Délcio Carvalho.
Foi criada pelos tios, período em que aprendeu a tocar cavaquinho e desenvolveu o seu amor pelo samba. Formou-se em enfermagem e actuou como assistente social até 1977, quando passou a dedicar-se somente à música. Casou-se com Óscar Costa, presidente da escola de samba Prazer da Serrinha, com quem teve dois filhos, Alfredo e Odir.
Apesar da idade avançada, Dona Ivone, venerada por sambistas de diferentes gerações e chamada de “Rainha” e “Primeira-Dama do Samba”, fez shows até pouco tempo atrás. Em 2016, celebrou os 95 anos numa apresentação que contou com outros artistas entre eles o seu neto André Lara, uma companhia constante. Em 2010, fora homenageada pelo Prémio da Música Brasileira. Nos últimos anos, a cantora se deslocava em cadeira de rodas e era amparada por familiares. Nas suas aparições públicas, estava sempre sorridente e feliz. Onde chegava, era ovacionada.