O embaixador do Sudão, Khalid Mohamed Farah, manifestou esta semana, em Luanda, a importância do estabelecimento de um protocolo cultural entre os ministérios da cultura de Angola e do seu país, com vista a contribuir para a troca de experiência e o intercâmbio nos vários domínios culturais.
O diplomata manifestou esta intenção durante uma audiência com a ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, que considerou essencial uma ponte entre os dois estados para divulgação e valorização da Cultura de Angola e do Sudão.
Para Khalid Mohamed Farah, a história dos dois povos deve ser conhecida e divulgada nos respectivos países, razão pela qual considera importante o estabelecimento da Cooperação Cultural em vários domínios.
Por seu turno, a ministra Carolina Cerqueira apontou como áreas prioritárias para um futuro intercâmbio cultural acções nos domínios da conservação e valorização do património nacional e mundial, a promoção da política da leitura e do livro e das artes.
A governante angolana destacou ainda as vertentes bibliotecárias e dos arquivos como áreas que poderão servir para a troca de conhecimento entre os dois povos.
Angola e o Sudão, segundo a ministra, podem aproveitar os fóruns internacionais, nomeadamente da Unesco, ACP e União Africana para a concertação de ideias para uma futura cooperação cultural, nas vertentes identificadas como prioritárias.
Na ocasião, o diplomata sudanês solicitou o apoio do Ministério da Cultura para o lançamento, em breve em Luanda, do livro O Sudão e o Panafricanismo de autoria do Centro Estratégico de Cartum.
Angola e o Sudão, o terceiro maior país de África, cooperam em fóruns internacionais, incluindo na Conferência Internacional para a Região dos Grandes Lagos (CIRGL), onde o país banhado pelo Mar Vermelho exercerá, em 2019, a presidência rotativa da organização.
O Sudão é um país africano, limitado a norte pelo Egito, a leste pelo Mar Vermelho, por onde faz fronteira com a Arábia Saudita, pela Eritreia e pela Etiópia, a sul pelo Sudão do Sul e a oeste pela República Centro-Africana, Chade e Líbia. O Rio Nilo divide o país em duas metades: a oriental e a ocidental. Sua religião predominante é o islamismo.[5] Quase um quinto da população do Sudão vive abaixo da linha internacional de pobreza, vivendo com menos de U$ 1,25 por dia.
Até 2011, o Sudão era o maior país da África e do Mundo árabe, quando o Sudão do Sul se separou em um país independente, após um referendo sobre a independência. O Sudão é hoje o terceiro maior país da África (após a Argélia e a República Democrática do Congo) e também o terceiro maior país do mundo árabe (depois da Argélia e Arábia Saudita). Sua área consiste em 1.886.068 km².