Os fazedores de teatro defenderam esta semana, em Luanda, maior organização na classe, com vista à atracção de investimentos e a rentabilização das artes cênicas no país.
Esta pretensão foi demonstrada durante uma mesa redonda sobre “Industrialização do teatro”, realizada no Centro Cultural Português, na qual o actor Valdano Lupuzana reconheceu haver desorganização dos grupos em Luanda, apontando esta situação como elemento desestabilizador da classe.
O actor apelou para maior união entre os grupos e o encontro permanente para troca de experiências no sentido de haver sintonia na classe e lutar-se por objectivos comuns.
Por seu lado, o actor David Canga considerou importante que os grupos apostem mais na formação no sentido de apresentarem obras com maior qualidade.
Segundo ele, só haverá industrialização do teatro quando haver no mínimo 100 grupos a exibirem peças que encham
as salas todas as semanas.
Para José Lumango, é preciso maior investimento do Ministério da Cultura na construção de espaços nos municípios para que haja maior crescimento do sector e o investimento industrial.
De acordo com Orlando Domingos, só haverá maiores apoio quando o teatro mostrar à classe empresarial que é uma actividade que dá algum retorno financeiro.
“Não se pode falar de cultura em Angola sem incluir o teatro, sendo esta uma das melhores formas de manifestação cultural e representativa em Angola”, sublinhou.
O encontro contou com actores, dramaturgos e encenadores de vários grupos de Luanda.