A Televisão Pública de Angola (TPA), que hoje comemora 38 anos, vai introduzir  uma nova dinâmica na programação existente bem como apresentar uma nova grelha de programas nas próximas edições.

Das inovações, a ênfase recai aos conteúdos a serem abordadossobre os problemas reais e objectivos da sociedade angolana, em particular, e do continente africano, em geral. Uma atenção especial no formato dos programas respondendo à qualidade exigida internacionalmente, segundo informou o director de Informação da TPA, Gonçalves Ihanjica.O também jornalista informou que a estreia dos novos conteúdos dos programas vai acontecer num período que vai de 18 de Outubro a 11 de Novembro.
“Achamos necessário estender o tempo de estreia para alguns programas para não nos depararmos com nenhum constrangimento, uma vez carecerem ainda de montagem do cenário e equipamentos técnicos que concorram na produção destes programas”, disse.

O director de Informação da TPA advoga que o processo de reestruturação baseia-se, essencialmente, na nova dinâmica dos programas e nos conteúdos informativos, reflectindo mais a realidade da sociedade angolana. A medida responde, de resto, a uma das orientações do Ministério da Comunicação Social e do Executivo. “Temos de dar corpo àquilo que tem a ver com o contraditório. Por isso, vamos surgir com dois importantes formatos: o programa “Grande Entrevista”, que será apresentado pela jornalista sénior Fernanda Manuel, e o “Fala Claro”, que deve ser, de forma alternada apresentado pelos jornalistas João Pinto e Alexandre Cose”, avança.

Novos Programas
No caso do “Fala Claro”, que estreia hoje à noite, trata-se de um programa de debate às sextas-feira à noite, onde João Pinto e Alexandre Cose vão, com outros quatro convidados, abordar temas da actualidade semanal, nacional e internacional. “Pensamos em lançar novos aplicativos nos programas “Bom Dia Angola” e “Ecos & Factos” ou seja, olhando para as necessidades dos cidadãos, em particular de Luanda, há toda necessidade de contribuirmos com um serviço público que possa ajudar as pessoas a saberem onde estão e quais as vias a percorrer com menos congestionamento de trânsito”, explica.

Gonçalves Ihanjica garante ainda que este aplicativo vai fazer com que os espectadores que estejam a acompanhar possam conhecer como está o trânsito em Luanda e mostrar em tempo real a velocidade do trânsito em quantos minutos é que se faz o percurso bem como as vias alternativas para o cidadão escapar deste congestionamento. A forma de apresentar o tempo na TPA também vai sofrer mudanças. Fazendo recurso às novas tecnologias, “queremos modernizar e atingir o nível mais alto em termos de apresentação do tempo, dando uma previsão fiável aos telespectadores e quando, por exemplo, dissermos que no Huambo vai chover, seja de facto porque tal irá mesmo ocorrer”, explica.

No ramo económico, o programa (Economia & Negócios) também ganha novo formato e mais dinamismo. Será apresentado pelas jornalistas Karina Santos e Ana Fernandes.“Na verdade, tem muito a ver com o desenvolvimento que o país atingiu, nós temos de acompanhar este processo e fazermos um programa ao nível de Angola. Vamos contar com o apoio de alguns parceiros a actuar no mercado angolano e teremos informação do que se passa no mercado nacional e internacional. Há ainda nestas abordagens, a avaliação dos índices de crescimento da nossa economia com análises de especialistas”, acrescenta.

Por seu lado, o programa “TPA Global”, que será um espaço quinzenal deve fazer uma abordagem dos assuntos mais candentes que acontecem a nível internacionale será apresentado pelo jornalista Isidro Sanhanga.Outra inovação tem a ver com o programa “África Hoje”. Será diário, com 15 minutos de antena onde vai abordar questões relacionadas com o continente. A apresentação será de Mayara Paz e o “Jornal África” cuja exibição está para os sábados às 19 horas com mais entrevistas e meia hora de antena, apresentado pela jornalista Florença Barbosa.“Sabemos que hoje somos vistos em quase todo o continente e faz sentido dar mais tempo de antena a programas que falem do continente berço”, assegura.