Quando se defrontaram no último jogo do GirabolaZap, o ano passado, não houve golos. Além do mais, o espectáculo ficou manchado por uma valente carga pluvial que quase comprometia tudo e todos. Mas, lá o jogo saiu.
O empate, sendo já no fim da competição, beneficiou ao “Pri”, para bom grado dos agostinos, que venceram a prova pela quarta vez consecutiva. O Petro de Luanda sempre na condição de “primeiro dos últimos”, ou seja, no segundo lugar.
As duas equipas estão nesta 11ª jornada separadas por quatro prontos, a favor dos militares. Caso vençam, ficam ainda mais folgados na liderança e embalados para o penta. Ao Petro, reforçado com bons executantes, como Yano, proveniente do Progresso do Sambizanga, com certeza, tudo tentará para manter a onda de perseguição ao líder que, a rigor, a melhor equipa do “Gira”, com um bom plantel, excelente equipa técnica e uma direcção que sustenta cabalmente a máquina organizativa do clube em todas as modalidades que possui.
Mas os petrolíferos, à semelhança dos militares, também vêm de bons resultados, o que se prevê ser um duelo onde o equilíbrio será a tónica dominante. “Ora ataco eu, ora atacas tu”. Os golos são a vitamina nestes momentos e os adeptos das duas equipas quererão ver uma partida apimentada de bom espectáculo e golaços. Não tenhamos dúvidas de que o Estádio 11 de Novembro terá casa cheia e de gente sedenta em ver uma partida que seja um hino ao futebol. E vai ser, com certeza. Grupos de amigos, nesta altura, arrumam-se para a “procissão 11”. Num verdadeiro turismo desportivo. Quer-se festa rígida e as torcidas, ordenadas e ordeiramente, têm de ser capazes de proporcionar. O apelo ao fair-play nunca é de mais. Aliás, nos últimos tempos, quando estas se encontram, tem-se observado um exercício magnífico em termos cívicos e de amor ao próximo, apesar das cores clubísticas.
É do “Pri”, é do “Pri”, quererão gritar a dupla KK, da “Rádio 5” mas, e o “time” promete, “na hora da verdade ninguém segura ao Petro”. A ver vamos quem vai levar da melhor. Seja quem for, o importante é o espectáculo, é servir bem aos amantes do futebol que vão acompanhar ao vivo e também pelas cadeias televisivas. Uma ocasião para mostrar que aqui “m’bora tamos bem”, não obstante a contracção económica que enfraquece o nosso Kwanza e nos mata as esperanças, pois o poder de compra está pior e precisa mudar para melhor. Enquanto isto, pelo futebol, mostremos que o ambiente de negócio é tranquilo e favorável. Gooolooo...