O mundial de futebol entrou na sua fase derradeira e com ela o avolumar das apostas em torno dos resultados dos emparceiramentos e possível vencedor da competição. Espera-se que as casas de apostas facturem elevadas somas caso os apontados potenciais candidatos não logrem vencer a prova. Analistas defendem que o Mundial é uma óptima oportunidade para casas de apostas como a Paddy Power Betfair, a GVC Holdings e a William Hill angariarem clientes online. Mas aquilo que terá mais influência sobre o seu desempenho financeiro a curto prazo são, provavelmente, os resultados dos próprios jogos. Se o Brasil erguer o troféu a 15 de Julho, as casas de apostas podem acabar por ser fortemente penalizadas. Como a maioria das grandes casas de apostas tem sede no Reino Unido, uma vitória da Inglaterra também sairia cara.
Entretanto, quanto mais tempo a selecção inglesa se mantiver no torneio, maior será a facturação das operadoras britânicas de bares, como a Greene King, estimando-se que possam registar um aumento de 2 a 3 por cento das vendas no trimestre.
As casas de apostas beneficiarão com resultados inesperados e jogos empatados, mas o excesso de vitórias de equipas apontadas como favoritas, como o Brasil, será um revés.
O volume de apostas deverá subir. A Betfair divulgou “níveis fortes de actividade” e espera receber 2,5 mil milhões de libras (cerca de 2,85 mil milhões de euros) em apostas. A australiana Tabcorp Holdings pode ver as suas receitas aumentarem em 140 milhões de dólares australianos (cerca de 90 milhões de euros) com a competição, acima dos 126 milhões da edição de 2014.
A fabricante do equipamento da selecção vencedora provavelmente também será beneficiada. No último Mundial, em 2014, a Adidas vendeu mais de 8 milhões de camisolas, incluindo 2 milhões com as cores da campeã Alemanha.

Transmissão ao vivo e casinos
O Twitter deverá ser beneficiado depois de ter fechado uma parceria com a Fox Sports para mostrar os melhores momentos do Mundial quase em tempo real. O campeonato deste ano pode ser um negócio muito maior para o Twitter do que o de 2014, quando o evento contribuiu com cerca de 24 milhões de dólares em receitas no II trimestre.
Em sentido contrário, o Mundial pode ser um factor negativo, no curto prazo, para sectores como o dos casinos, que deverão sair a perder enquanto a atenção e o dinheiro dos apostadores estiverem noutro sítio. Durante o último campeonato do Mundo, em 2014, a receita bruta de Macau com o jogo diminuiu em Junho e Julho e não recuperou depois do torneio.