Do montante de 224 milhões de dólares que o Banco Nacional de Angola (BNA) pôs à disposição da banca comercial, no leilão desta semana, ao menos 169 milhões foram absorvidos pelos 15 bancos que participaram nas sessões.Conforme se pode ler na página de internet do BNA, no dia 11, o banco central disponibilizou o valor de 20.000.000 (vinte milhões de dólares) que foram totalmente absorvidos pelos 15 participantes. No dia seguinte, isto é dia 12, foram postos à disposição também dos 15 bancos participantes um valor global de 204 milhões de dólares dos quais apenas 149.579.052 foram absorvidos pela banca.
O relato das operações publicado pelo Banco Central situa em 314,721 kwanzas a taxa média ponderada, sendo que o mesmo valor foi também o mínimo e máximo apurado.
Vale referir que o BNA disponibilizou para o mês de Fevereiro o valor de 700 milhões de dólares para atender as necessidades da banca e demais operadores, sendo que igual valor já havia também disponibilizado em Janeiro e que também foi totalmente absorvido pela banca. Mantendo a sua estratégia de alocação segmentada de divisas à economia e na estrita necessidade de importação de máquinas e matéria-prima para a indústria, cartas de crédito e pagamentos ao estrangeiros de compromissos assumidos, a alocação de divisas segue um período de normalidade. Os bancos compram mediante solicitação dos seus clientes.

Falsos cartões
O BNA disse esta semana, em comunicado, ter tomado conhecimento nas redes sociais, da existência de uma entidade denominada “Angobit”, cuja actividade consiste na prestação de serviços de pagamentos, mais concretamente, a emissão de cartões de pagamentos da rede Visa.
Sobre este assunto, o Banco Nacional de Angola informa que a referida entidade não está licenciada para exercer quaisquer actividades no âmbito do sistema de pagamentos angolano.
“Assim, é ilegal a oferta dos serviços de emissão de cartões de pagamentos da rede Visa que tem publicitado por via das redes sociais”, fez saber.
Por esta razão, as autoridades do banco central dão a conhecer ao público que na sua página de internet estão as entidades licenciadas para tal efeito no mercado interno.