O Banco Nacional de Angola efectuou dia 17 de Abril, um leilão de venda de divisas, tendo colocado no mercado primário o plafond de 150 milhões de euros para cobertura de cartas de crédito com o objectivo de assegurar a importação de matéria-prima, no montante de 100 milhões de euros e o remanescente para cobertura de mercadoria diversa incluindo mobiliário, equipamento doméstico, vestuário e calçado.
De acordo ao comunicado do BNA, desta sessão não resultou qualquer alteração da taxa de câmbio. Participaram no referido leilão 17 bancos comerciais cujos montantes apurados foram distribuídos como se segue:
O Banco Millenium Atlântico encaixou 8,5 milhões de euros, o BAI 37,5 milhões, ao passo que Banco Comercial Angolano ficou com 486 milhões de euros. Já o BCS licitou 6,7 milhões de euros, seguido do BFA com 37,5 milhões, o BIR 650 milhões e o Banco de Negócios Internacionais com 11,8 milhões de euros.
No mesmo leilãooBanco de Poupança e Crédito licitou 17 milhões de euros, BPG um milhão e o BPT 739,8 milhões de euros, enquanto que o BVB 500 milhões, o KEVE 600, o SCBA 3,1 milhões, o SOL 9,2 milhões, o VTB 7 milhões e o banco YETO 2 milhões de euros.
No último leilão, realizado dia 10 de Abril, o BNA colocou no mercado primário o montante de 50 milhões de euros para importação de matéria-prima e pagamento de serviços para cobertura de operações de pequenas e médias empresas.
No âmbito da sua estratégia de redução do número de operações cambiais pendentes de execução, o BNA realizou no dia 13 de Abril, uma venda de divisas para a cobertura de salários de trabalhadores expatriados do sector não exportador.
Foi colocado o montante de 38,3 milhões de euros, à taxa de câmbio de kwanzas 268,46 por euro, concluindo-se o processo de regularização do pagamento de salários que aguardavam por cobertura cambial na banca comercial.
O BNA aproveita para recomendar às entidades empregadoras residentes que no acto de contratação, renovação ou revisão dos contratos de trabalho com impacto na balança de pagamentos tenham em conta o contexto actual de menor disponibilidade cambial, de correcção de preços em curso na economia e o cumprimento estrito da regulamentação cambial em vigor.