Aimportação de alimentos, no primeiro trimestre de 2018, cifrou-se em 560 milhões de dólares, apesar de representar uma queda de 30% comparativamente ao mesmo período de 2017, se guiados pela procura, que se mantém alta, no final do presente ano poder-se-á não estar muito longe dos cerca de Usd 3,3 mil milhões de importação de alimentos verificada em 2017. Já a procura mensal de divisas para matéria-prima para o sector não petrolífero, por seu lado, está acima de Usd 300 milhões. Todavia, muita dessa procura poderia ser atendida com a produção interna, particularmente, no sector das bebidas.
Sobre o novo regime cambial, José Massano disse que não é em si a solução para todos os males que afectam a economia nacional. “Na verdade, e como dizemos muitas vezes em gestão, não há modelos perfeitos, há os que funcionam. E, neste caso, devem funcionar em alinhamento com os objectivos de desenvolvimento económico constantes dos programas orientadores de governação”, disse o governador do BNA, José de Lima Massano, no encerramento do recente “Fórum Banca” de iniciativa do Jornal Expansão.
O governador afirmou que dever-se-á conquistar maior capacidade de protecção das Reservas Internacionais e garantir a solvabilidade externa da economia. Para o efeito, as divisas escassas de que se dispõe deverão ser utilizadas de modo eficiente e com razoabilidade económica. Para ele, estas devem ser colocadas ao serviço do desenvolvimento e da construção do bem
estar-social das famílias.
“Por isso, e enquanto superamos as nossas limitações institucionais e de organização do mercado, mantemos algumas restrições na movimentação da conta corrente da balança de pagamentos, evitando-se maiores pressões sobre a moeda e sobre as reservas internacionais”, disse.
Para o gestor, a consciencialização das limitações deve ser geral para que, em conjunto, se possa superar. Lembrou ter-se ainda uma elevada procura por divisas para cobertura de importação de bens de que o país tem condições de produzir.