A rede de supermercado Shoprite lidera a lista de reclamações das empresas que prestam serviços de comércio de bens alimentares e diversos. A lista de reclamações engloba outros estabelecimentos comerciais e incidem sobre o aumento de preços dos bens e serviços ao público.

O chefe dos serviços provinciais do Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (Inadec) no Bié, Alfredo Capitango, disse que, apesar de não enumerar os outros estabelecimentos comerciais, acusa-os de terem cometidos
diversas infracções.
O responsável do Inadec destacou que, “o supermercado Shoprite, tem uma infracção de assédio ao cliente, cometido este ano, facto que está a ser apurado pelos Serviços de investigação Criminal (SIC), aclarou.
Alfredo Capitango reconheceu os altos preços dos produtos básicos existentes nos vários estabelecimentos comerciais. “O número de estabelecimentos comerciais, de pequeno e médio porte, está a crescer e o Inadec, não possui funcionários suficientes para fazer fiscalização de todos”, lamentou.
A instituição, disse, tem apenas a função de fiscalizar os preços dos produtos e não intervir na sua alteração.

Domínio do comércio

Alfredo Capitango, sublinhou que a maior parte dos estabelecimentos comerciais existentes no Bié, são geridos por cidadãos expatriados. A higiene na confecção dos alimentos, o elevado preço dos produtos, a organização e o atendimento ao público, são as principais infracções encontradas e detectadas nos estabelecimentos comerciais.
Em relação a disparidade dos preços dos produtos da cesta básica e outros, Alfredo Capitango, disse que o trabalho de sensibilização continua com objectivo de despertar a atenção dos consumidores e comerciantes.
O responsável disse que o trabalho pedagógico está a ser feito à todas instituições que prestam serviço de hotelaria, recauchutagem entre outros.
“O Inadec está a criar mecanismos para a implementação dos livros de reclamações, de forma obrigatória para avaliar os serviços prestados por diversas instituições ao público”, destacou.
Alfredo Capitango, destacou que alguns comerciantes retalhistas levam produtos deteriorados para os municípios com objectivo
de obter o lucro fácil.
“Muitos consumidores desconhecem os seus direitos, por isso, consideram normal determinadas atitudes e procedimentos aplicados pelas instituições comerciais”, sublinhou.
A falta de transporte e poucos funcionários para actuar no interior da província do Bié, são as principais dificuldades apresentadas pelo responsável do Inadec, nesta região.