O Jornal de Economia & Finança (JE) abordou estudantes de economia para aferir à volta da entrada do IVA, tema que, aliás, serviu de “mote” da mesa redonda realizada, recentemente, na Faculdade de Economia da Universidade Agostinho Neto.
Por exemplo, o economista Moisés Cambundo entende que a medida de implementar o IVA no nosso mercado é de louvar, mas defende que existem determinadas situações que são pertinentes mas não são oportunas.
Para ele, o IVA seria como a segunda resposta. A primeira questão seria organizar a economia, porque ela se debate, fortemente, com a forte presença do sector informal.
“A questão que se poderia perder de vista, seria como tributar estes valores no sector informal”, afirmou.
Moisés Cambundo diz que é necessário fazer-se, antes de tudo, um estudo para se ver a viabilidade da implementação do IVA face às circunstâncias da economia.
Já o estudante da Faculdade de Economia da Universidade Agostinho Neto, Jacinto Luís concorda que o IVA trará benefícios, mas pede que se analise antes a estrutura económica do país, porque se se analisar os países que já têm este imposto, são essencialmente europeus que já têm as economias bem estruturadas.
“70 por cento da nossa economia é informal e o IVA só poderá funcionar numa economia formal por causa da factura que é extremamente importante”, afirma.
Noémia Core, também estudante da Faculdade de Economia, é de opinião que Angola deve adoptar a implementação do IVA, mas assegura que não será fácil nos primeiros anos, mas que no longo prazo serão vistos e sentidos os benefícios da medida na economia.
Outro estudante que também deu a sua opinião é Marcolino dos Santos. Para ele, o IVA tem várias vantagens, porquanto traz maior justiça fiscal e exige ainda maior e melhor organização das empresas e da própria administração tributária, o que favorece a economia.
Por seu lado, Evanilson do Rosário, afirma que Angola não está preparada para a implementação do IVA a curto prazo. “Nesta fase de instabilidade económica, antes de fazer-se uma transacção naquilo que é o sistema tributário, seria necessário utilizar outros critérios de divulgação a respeito de matérias relacionadas ao fisco. Poderia se passar a divulgar mais a respeito da matéria fiscal.
Horácio Abílio, por último, entende que não se deve, simplesmente, olhar para o IVA na questão de estarmos preparados. Deve-se sim olhar para aquilo que é o processo e a actual conjuntura não só económica do país, mas internacional.