A taxa anual de inflação nas economias desenvolvidas subiu levemente em Maio, mas permaneceu em níveis baixos, o que sugere que há pouca pressão para os bancos centrais retirarem os estímulos destinados a impulsionar o crescimento.

Segundo dados da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE), referenciados pelo diário Estado de São Paulo do Brasil, os preços ao consumidor dos 34 países-membros aumentaram 1,5 por cento (pc) nos 12 meses até Maio, depois de subirem 1,3 por cento (pc) até Abril. Nas economias em desenvolvimento, porém, as taxas de inflação firmes indicam que as pressões inflacionárias globais ainda não recuaram totalmente.

Embora não haja um nível de inflação com o qual todos os bancos centrais concordem, a maioria dos países desenvolvidos tem meta anual em torno de 2,0 por cento. A OCDE prevê que a taxa anual de inflação em 34 países-membros chegue a 2,0 por cento (pc) no terceiro trimestre de 2014.

Entre os membros da OCDE, os preços da energia subiram 0,5 pc nos 12 meses até Maio, depois de terem caído 1,3 pc até Abril. Os preços da energia aumentaram 1,9 pc, o mesmo movimento de Abril. Excluindo energia e alimentos, que são itens com preços voláteis, o núcleo da inflação ficou em 1,5 pc em Maio, acima de 1,4 pc em Abril.

Entre as economias em desenvolvimento, a taxa de inflacção acelerou-se na Índia e na Rússia, mas diminuiu na China, na Indonésia e na África do Sul.

Angola é um caso de sucesso
Angola é dos poucos países no mundo, se não mesmo o único, que em poucos anos conseguiu superar a barreira dos quatro dígitos (3.000 por cento de taxa de inflação em 1996) para apenas um. Será este indicador de excelente conquista uma referência internacional, porquanto os nove por cento de taxa de inflação, alcançados muito recentemente, representam a aplicação de políticas de mercado ajustadas ao seu desenvolvimento socioeconómico.

Conforme disse, recentemente, à brochura “Angola, desafios e oportunidades, o economista Manuel Nunes Júnior, para os próximos anos projecta-se uma inflação média anual de sete por cento. O também docente da UAN  reforçou o princípio segundo o qual, quando a inflação se apresenta com taxas muito altas e variáveis, funciona como um imposto sobre os detentores de activos líquidos e como um factor de incerteza para os investidores e que a sua redução melhora o clima de negócios.