As encomendas do barril de brent, petróleo de referência às exportações angolanas, feitas em Outubro e para a entrega em Dezembro, estão estáveis semanas consecutivas, o que pode favorecer as contas fiscais angolanas para os próximos meses.
Embora o Executivo aposte, seriamente, em deixar de parte o petróleo, para dedicar-se à diversificação da economia, o preço de 57 dólares por barril, que em Setembro e nesses dias de Outubro marcam as negociações dos futuros, é visto com bons olhos.
Em Novembro, o Governo angolano vai submeter para apreciação e posterior aprovação do Parlamento a proposta de Orçamento Geral do Estado (OGE) e, desde logo, um bom preço do principal produto de exportação
só traz factores positivos.
Notar que no OGE de 2016, ainda em execução, o preço previsto para a venda das exportações petrol+uferas angolana foi de 46 dólares, aliás uma posição conservadora que tem valido pontos às Finanças Públicas angolanas nesses últimos anos de forte instabilidade internacional.
A Organização de Países Exportadores de Petrtóleo (OPEP) vai reunir-se em Novembro, mas as expectativas em torno do encontro vão no sentido desta manter os cortes dos membros, posição adoptada em Novembro do ano passado e da qual resulta uma acentuada recuperação do preço do barril, que até antes de tal posicionamento esteve a rondar a fasquia dos 42 dólares.
Esta semana, na segunda-feira (23) o barril abriu nos 57,86 dólares, mas logo desceu e fechou nos 57,37. Já na terça-feira (24) uma alta de 0,20 por cento reposicionou a tendência de subida, levando
o brent para os 57,49 dólares.
Tais números de certa estabilidade, concretizada nesses dias, apoiam as negociações da semana passada, momento em o barril de brent chegou aos 58 dólares e elevou as expectativas dos produtores, que já há muito querem o barril nos 60 dólares.

Escassez de gasolina
A Sonangol fez saber que se registou um atraso de 24 horas na distribuição de combustíveis, especialmente gasolina, à rede de postos da província de Luanda. A ocorrência deveu-se ao surgimento, na quinta feira, 19 de Outubro, de problemas operacionais relacionados com a logística de distribuição.
Perante este facto, a Sonangol activou de imediato, conforme diz em comunicado, os seus planos de contingência que triplicaram o fornecimento de combustíveis aos postos de abastecimento de Luanda, durante as 48 horas seguintes, situação a regularizar-se, progressivamente, ainda no pretérito final de semana.
A petrolífera admite, contudo, que esta ocorrência originou um constrangimento junto dos consumidores finais, fruto de uma percepção da anormalidade no fornecimento dos postos de abastecimento da capital angolana, a que se acresce a difusão de várias notícias falsas sobre a origem da mesma, o que provocou uma excessiva, e natural, procura de combustível, registando-se mesmo alguns casos de tentativa de açambarcamento e prática de preços especulativos.
A Sonangol reiterou não existir nenhum problema substancial no fornecimento de combustíveis em Luanda, pelo que, lamentando esta situação pontual, fez apelo à população que regresse às práticas habituais de consumo já que não existem quaisquer razões para temer, a curto, médio e longo prazo, qualquer problema.