A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) reunida desde ontem, em Viena, Áustria deve concertar hoje no encerramento do encontro pela redução de mais 1,3 milhão de barris/dia na sua oferta diária aos mercados como forma de contornar a queda sucessiva das últimas duas semanas nos preços.
Angola faz-se presente com uma comitiva chefiada pelo ministro Diamantino Azevedo, dos Recursos Minerais e Petróleo, e vai defender as quotas do país na organização, que na quarta-feira viu o membro Qatar a declarar seu abandono à organização a partir de Janeiro de 2019. Ainda assim, os restantes 14 estados-membros, dos quais cinco (5) do Médio Oriente, sete (7) de África e dois (2) da América do Sul, prometem manter a importância do cartel que fornece 40 por cento do petróleo mundial.

Brent nos 6o dólares
O preço do Brent, negociado em Londres e que serve de referência para Angola, para entrega em fevereiro abriu ontem nos 60,89 dólares, numa baixa de 1,29 por cento em relação ao fecho de quarta-feira (62,18) que foi tida como a maior subida diária desde Junho. Em Nova Iorque, o preço do West Texas Intermediate também subiu 4,48 para 53,21 dólares, depois de ter tocado
num aumento de 5,7 por cento.

EUA na liderança
Os Estados Unidos da América são agora o maior fornecedor de petróleo mundial superando a Rússia em mais de 200 milbarris/dia. A produção dos EUA saltou para um recorde de 11,6 milhões de barris por dia, ultrapassando a Rússia, até então maior fornecedora mundial, com 11,4 milhões de barris.
O Qatar é o maior exportador mundial de gás natural líquido, produzindo 77 milhões de toneladas por ano. O objectivo é expandir essa produção para 110 milhões de toneladas por ano até 2024. IL