Angola prevê a produção interna de vacinas para animais, de modo responder as necessidades de imunização de animais que o país enfrenta.
Segundo Marcos Nhunga, que falava à imprensa, na semana passada, na cidade do Lubango, Huíla, a não produção de vacinais no país tem sido um problema para o sector, que este ano teve uma necessidade de quatro milhões de doses.
Disse que enquanto esse desejo não se concretiza, as províncias da Huíla, Namibe e Cunene serão priorizadas na distribuição de vacinas, por possuírem, no conjunto, a maior população de gado do país.

Estatística
Dados de 2017 referem que Angola tem um efectivo bovino estimado em mais de 3,8 milhões de cabeças de gado.
Relativamente ao trabalho em curso para minimizar as consequências da seca na mesma região, o governante afirmou que o departamento ministerial tem em carteira um projecto de apoio à agricultura familiar.
O referido projecto inclui a distribuição de kits, que poderão facilitar a criação de “chimpacas” para o abeberamento do gado.
O arranque do projecto está dependente da chegada dos equipamentos que deverão estar no país nos próximos meses.

Huíla destaca-se
Dados apontam que os criadores tradicionais detêm o maior número do gado bovino existente na província da Huíla, cujo potencial serve para o abastecimento do mercado com produtos carnícos, revelou, ontem, na cidade do Lubango.
Das cerca de mais de um milhão de bovinos existentes na província 96 por cento pertence aos criadores tradicionais e quatro por cento ao sector empresarial.
O sector pecuário da província é preenchido também por mais 1.127.100 cabeças de gado caprino, 316.100 suíno, 261.700 ouvino, 472.800 aves, 2.132 equino e 4.441 asinino.
O município de Quipungo possui o maior número de cabeças de gado bovino, com 201.373, seguido pelo Gambos com 180.000, Chibia com 160.000, Matala com 150.000 ao passo que Chipindo detém o menor número com 19.000.