A dívida contraída por Angola junto do Banco da Namíbia (BoN) em resultado da implentação do Acordo de Conversão Monetária entre os dois países foi totalmente liquidada a 21 de Junho, segundo fez saber o Banco Nacional de Angola (BNA) em comunicado publicado no su sítio de internet.
Assim, foi paga a última prestação da operação de recompra dos kwanzas, equivalente a 300 milhões de dólares, que em 2015 ficaram depositados na instituição congénere da Namíbia.
Angola havia solicitado cinco anos, conforme referenciado pela Angop, para recomprar todos os kwanzas que entraram na Namíbia ao abrigo do acordo de Conversão Monetária entre o BNA e o Banco da Namíbia (BoN), para facilitação das transacções comerciais entres as populações residentes na zona fronteiriça de Santa Clara e Oshikango, com a aceitação recíproca das moedas de cada um dos países (kwanzas e dólares namibianos).
“Durante a vigência do referido acordo, o fluxo da moeda nacional para Namíbia resultou na contracção de uma dívida pela parte angolana, tendo-se, para efeito de regularização, adoptado um calendário de pagamento, cuja última prestação foi regularizada no dia 21 de Junho de 2018”, lê-se numa nota do BNA.
Em Julho de 2015, ao fim de um mês em vigor (18 de Junho), o acordo monetário com a Namíbia já era considerado pelo BNA como em situação de “descontrolo” no lado namibiano, ao exceder largamente os montantes estipulados para aceitação recíproca da moeda de cada país.
Angola acabou por acordar com as autoridades da Namíbia o pagamento de 52.275 milhões de kwanzas, equivalente a mais de 300 milhões de dólares, para recompra, em dólares, da moeda nacional angolana que entrou no país vizinho, ao ritmo de 20 milhões de dólares (cerca de 18 milhões de euros) por trimestre.
As autoridades namibianas reclamaram a recompra destes kwanzas porque não têm utilização naquele país, por ser uma moeda apenas aceite em Angola.
Na altura, as duas instituições anunciaram um “novo mecanismo” para conversão de moeda a partir de 21 de Dezembro de 2015, centralizado no BNA e apenas disponível nos bancos comerciais. O BoN passou a emitir dólares namibianos para o BNA, o qual assume a gestão e disponibilização da moeda aos bancos comerciais.

BNA ‘SEGURA’
BANC EM CRISE

De modo a garantir a protecção dos depositantes e o cumprimento das demais responsabilidades do BANC (Banco Angolano de Negócios e Comércio), bem como assegurar a estabilidade do sistema financeiro nacional, o BNA deliberou pela suspensão do órgão de administração daquele banco, bem como a nomeação de Administradores Provisórios para a referida instituição financeira bancária.
Os Administradores provisórios ora nomeados, exercerão as suas funções por um período de 6 (seis) meses, prorrogável por igual período, dentro do qual elaborarão um relatório sobre a situação patrimonial do BANC e as suas causas, e submetê-lo-ão ao governador do BNA.
O banco Central, no seu comunicado, reitera que com a intervenção em questão, não se alteram as relações de negócios do BANC com os seus clientes, garantindo, igualmente, a segurança dos depósitos mantidos junto dessa instituição financeira bancária.
A referida intervenção foi feita nos termos do artigo 125.º da Lei n.º 12/2015, de 17 de Junho – Lei de Bases das Instituições Financeiras e foi deliberada pelo Conselho de Administração do BNA.

Banco Sol leva mais
divisas no leilão da semana

O Banco Nacional de Angola (BNA colocou, no dia 26 de Junho, no mercado primário o montante de 30 milhões de euros para cobertura de operações privadas como viagens e apoio familiar.
Na referida sessão, a taxa de câmbio média ponderada apurada foi de 289,233 por cada euro, com variação de 1,29 por cento, passando a vigorar a tabela de câmbios que se anexa, tendo participado para o apuramento 17 bancos.
Segundo a nota publicada no site do BNA, os banco Sol e Standard bank levaram o maior valor, tendo ficado com um montante aproximado de 5,6 milhões e 3,7 milhões de euros, respectivamente, enquanto que os bancos BIC e Atlântico (ATL) ficaram com 3,688 e 3500 milhões de euros, para satisfazer
as suas necessidades.
No total, participaram do leilão 17 bancos comerciais, tendo os bancos BKI, Yetu e BOCLB sido os menos beneficiados com menos de 500 mil euros. 

Usd 100 milhões
são para atender
cartas de crédito

O Banco Nacional de Angola (BNA) informou ainda, segundo a nota que publica no seu sítio de internet, que efectuou, igualmente, um leilão de 100 milhões de euros para abertura de cartas de crédito com vista a assegurar a importação de mercadorias diversas.
Os Bancos BAI e BPC estiveram no topo da tabela com mais de 11 milhões e meio de euros cada, enquanto que o Banco Sol beneficiou de 10 milhões no top 3 do ranking dos 21 operadores que beneficiaram de plafond, para a cobertura das suas necessidades. Recordar que o BNA deliberou, recentemente, que pagamentos acma de 100 mil euros ou dólares passam a ser feitos por via de cartas de crédito. Para os pagamentos em valores inferiores, há a prerrogativa de decisão das autoridades.