Mais de cinquenta empresas angolanas participaram na 22ª edição da Feira Internacional de Macau (China), que decorreu de 19 a 21 de Outubro de 2017, e visou a promoção dos produtos nacionais e a captação do investimento externo.
Na altura, a informação tinha sido avançada, em Luanda, pelo presidente da Confederação Empresarial de Angola (CEA), Francisco Viana, que apontou o café, a gingumba, o mármore e as bebidas como os principais produtos a serem expostos
pelas empresas angolanas.
Referiu que, além destes produtos, o sector cultural representava uma mais-valia na Feira Internacional de Macau, através da música
angolana e peças artesanais.
O gestor, que falava à imprensa, após o acto de assinatura do protocolo entre a Agência para a Promoção de Investimento e Exportações de Angola (APIEX) e a CEA, para participação da classe empresarial angolana na feira, na qual considerou o evento de extrema importância, por permitir reforçar a cooperação económica entre os investidores dos dois países.
Francisco Viana afirmou que, durante o evento, as empresas angolanas apresentariam projectos sustentáveis e rentáveis para beneficiar de dois mil milhões de dólares, dos 20 mil milhões, disponibilizados pelo fundo chinês aos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).
Por seu turno, o presidente do Conselho de Administração da Apiex, Belarmino Van-Dúnem, referiu que a assinatura do protocolo rubricado entre as duas instituições vai permitir a participação organizada e diversificada das empresas nacionais na feira de Macau.
Afirmou que nesta fase de internacionalização das empresas angolanas, a diversificação económica e a promoção das exportações são necessária para dar relevância e primazia ao empresariado nacional, de modo a alcançar os objectivos traçados
pelo Executivo angolano.
A Feira Internacional de Macau (FIM) é o principal evento internacional económico da região, realizado anualmente, sendo o único credenciado pela Associação Global da Indústria de Exposições (AGIE).

Metas futuras

Agência para Promoção de Investimentos e Exportações (Apiex) vai continuar, segundo o seu gestor máximo, Belarmino Van-Dúnem, a promover a produção nacional, com vista a facilitar o desenvolvimento socio-economico do país.
O responsável, que falou à Angop, por ocasião do 10º Conselho Consultivo do Ministério do Comércio que decorreu o ano passado, em Malanje, salientou na altura, que a APIEX está ciente da sua responsabilidade, uma vez que qualquer empresário que necessita investir, desde que cumpra com os pressupostos legais, a Agência ajudará a promover o seu negócio de exportação.
“Embora o país viva momentos de crise, tudo está pronto, delineado e planificado, para que possa se estabelecer opções que concorram para produção nacional, tendo em conta as potencialidades do país”, disse na altura, acrescentando que todo importador ou exportador pode contar com ajuda da Agência, visando garantir a criação de emprego, incentivo à produção nacional, integração
regional e combate à pobreza.
Belarmiro Van-Duném precisou que apesar de existir alguns constrangimentos relativos a burocracias legislativas, a Agência tem vindo a desenvolver mecanismos para pôr fim a tal situação.