As seguradoras que actuam, neste momento, no mercado nacional não podem inventar expedientes moratórios à quando da resolução dos sinistros, pois ofacto tem frustrado os interesses dos segurados.
Esta informação foi avançada recentemente pelo presidente da Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros (ARSEG), Aguinaldo Jaime.
De acordo com ele, para que o mercado segurador continue a ganhar credibilidade é necessário que a situação dos sinistrados seja regularizado de forma célere “e que a informação das coberturas que constam da apólice sejam mais esclarecedoras de modo a se evitarem constrangimentos”.
O responsável, que falava durante o acto de lançamento da “Sol Seguros”, considera ser satisfatório assistir-se ao lançamento de mais um operador, apesar do cenário económico difícil.
“Estamos a criar condições para que novas aéreas de negócio sejam abertas ao sector de modo a torná-lo sustentável a médio e longo prazo”, referiu, acrescentando que a missão da Arseg vai continuar a exercer uma supervisão eficaz no sentido de se evitarem riscos sistemáticos aos consumidores e operadores de seguros.
Aguinaldo Jaime entende que as empresas de seguros só poderão enfrentar com sucesso a concorrência com produtos inovadores, equipas competentes e soluções tecnológicas que aumentem a sua produtividade.
“Apesar de termos uma das taxas mais exigentes para a constituição de uma seguradora que são 10 milhões de dólares, ainda assim, estamos longe da média da taxa de crescimento dos seguros em África que é de 3 por cento”, afirmou.
Esclareceu que o mercado de seguros dispõe de 26 seguradoras autorizadas, das quais 22 estão em operação, sendo que as restantes estão a criar as condições para entrarem em operação.

Desafios
Por seu turno, o presidente do Conselho de Administração do Banco Sol, Coutinho Nobre Miguel, disse que a instituição tomou um rumo de crescimento em áreas sociais, além da função bancária, com vista a responder aos novos desafios nacionais e internacionais.
Considera que o país clama por respostas sustentadas que passam por uma economia diversificada, assente na estabilidade e inclusão financeira, no mercadomonetário e de seguros.
Segundo o presidente da Comissão Executiva da Sol Seguros, Mateus de Brito, será um desafio apostar nas melhores práticas de negócio para que de forma gradual conquistem parte da quota do mercado.
Considera, igualmente, que a modernização dos seus serviços é fundamental para a captação de clientes, pois o desafio de hoje é o mesmo do futuro.
Nesta primeira fase a Sol Seguros tem disponível seguros de vida ligados ao crédito ao consumo, automóvel, microcrédito e habitação.