A criação de uma classe forte e organizada de profissionais de auditoria interna contribuirá para que as empresas públicas e privadas estejam preparadas para futuros desafios.
Esta é de resto, a visão do secretário de Estado das Finanças e Tesouro, Osvaldo João, que presidiu na terça-feira à abertura da conferência anual de Auditoria Interna, que decorreu sob o tema “O tempo de auditoria interna é agora”.
Segundo ele, citado pela Angop, o Ministério das Finanças é o órgão do Executivo responsável por inspeccionar e fiscalizar todos os actos decorrentes da aplicação dos recursos, colocados à disposição dos gestores públicos no âmbito da execução do Orçamento Geral do Estado OGE.
Lembrou que todos estão colocados perante um conjunto de desafios no domínios da transparência nos actos de gestão e de boa governação, que obrigam a adoptar medidas para reforçar o combate aos erros premeditados, práticas ilícitas e aos actos fraudulentos de gestão – entre outros comportamentos que devem ser vigiados e reprimidos. Osvaldo João recordou igualmente, que está em curso o Programa de Privatizações – Propriv que prevê a privatização de 195 empresas, das quais 32 estão classificadas como empresas  de referência nacional. Na sua visão, a alienação dos activos, até 2021, obedecerá a várias modalidades e procedimentos, sendo que a maioria das 195 empresas detidas ou participadas pelo Estado deverão ser alienadas durante o próximo ano. Já o sucesso deste programa, disse, depende em grade medida, da percepção que os investidores tiverem sobre a sua boa governação.