Boletim divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística atesta que no segundo trimestre de 2010 venda do petróleo valorizou as trocas

A balança comercial angolana registou no final do segundo trimestre de 2010 um saldo positivo de nove biliões 765 milhões 695 mil dólares norte- -americanos, número alcançado sobretudo devido às vendas de petróleo, o principal produto de exportação de Angola.

De acordo com um boletim do Instituto Nacional de Estatística (INE), a que o Jornal de Economia & Finanças teve acesso, Angola registou, face ao período homólogo de 2009, um aumento no valor total das exportações de 45,64 por cento, enquanto as importações baixaram cerca de 13,56.

Assim, de Abril a Junho de 2010, o país exportou mercadorias no valor de 13 biliões 672 milhões 402 mil dólares, contra apenas três biliões 906 milhões 437 mil de exportações.

De Janeiro a Março de 2010, esses valores haviam atingido a cifra de 12 biliões 800 milhões 415 mil dólares, para as exportações, e três biliões 758 milhões 726 mil, para as importações, sendo que o saldo da balança comercial se fixara em nove biliões 41 milhões 690 mil.

Quanto ao segundo trimestre de 2009, os resultados haviam sido de nove biliões 387 milhões 698 mil dólares, para as exportações, e quatro biliões 519 milhões 100 mil de importações, com um saldo positivo de quatro biliões 868 milhões 598 mil.

Parceiros comerciais

No período em análise, de Abril a Junho de 2010, os principais destinos das exportações angolanas foram a China (41,73 por cento), Estados Unidos da América (19,23), Índia (7,98) e França (6,23).

Em valores, Angola exportou para o mercado chinês, nos meses de Abril, Maio e Junho de 2010, bens valorizados em cinco biliões 705 milhões 787 mil dólares. No mesmo período, as vendas para os Estados Unidos da América saldaram-se em dois biliões 629 milhões 388 mil, enquanto o mesmo movimento em direcção à Índia representou um bilião 90 milhões 523 mil. Para a França, as contas apontam para 851 milhões 266 mil.

Igualmente no segundo trimestre de 2010, Portugal liderou a lista dos principais fornecedores de Angola, com 14,86 por cento. Seguiram-se a China (13,70), Estados Unidos da América (10,23) e Holanda (7,70).

No período em análise, os portugueses venderam a Angola bens contabilizados em 580 milhões 370 mil dólares, contra 535 milhões 229 mil (China), 399 milhões 728 mil (EUA), 300 milhões 791 mil (Holanda), 208 milhões 362 mil (Brasil) e 196 milhões 728 mil (França).

Principais importações

Durante o segundo trimestre de 2010, o maior volume de compras angolanas do exterior foi registado nos grupos de máquinas, equipamentos e aparelhos (24,43 por cento), veículos e outros meios de transporte (16,74) e metais comuns (14,86.

A primeira categoria de produtos, a de máquinas e equipamentos, representou 954 milhões 301 mil dólares, os veículos e outros meios de transporte, 654 milhões 23 mil, e os metais comuns, 580 milhões 515 mil.

A factura de compras de Angola ao estrangeiro incluiu ainda 405 milhões 980 mil (produtos agrícolas), 338 milhões 933 mil (combustíveis) e 239 milhões 624 mil (indústria alimentar).

Quanto aos combustíveis, é de salientar que Angola, dada a sua limitada capacidade de refinação, compra do exterior refinados de petróleo, designadamente gasolina e “jet” para aviões, bem como gás butano ou de cozinha.

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