O barril de petróleo Brent para entrega em Março abriu na quarta-feira (31) desta semana em baixa de 0,62 por cento, no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, cotado a 68,65 dólares.
Já na sessão de terça-feira, os preços do petróleo fecharam em baixa pelo segundo dia consecutivo em Londres e Nova Iorque. Em Londres, o barril do tipo Brent perdeu 0,54 por cento a 69,08 dólares. Em Nova Iorque, o barril do petróleo WTI caiu 1,62 por cento cotado a 64,50 dólares. Na visão de vários analistas angolanos, o preço do crude no mercado internacional é voláctil e depende de vários factores entre os quais políticos.
O empresário Pedro Godinho considera, por exemplo, que a instabilidade num ponto do globo como a do médio oriente pode fazer com que o preço dispare a fasquia dos 80 dólares ou mais, mas caso haja estabilidade nestes pontos de conflito o preço tenderá a baixar, ou seja, essa onda de tensão entre os EUA e Coreia do Norte faz com que haja especulação nos preços.
“Mas mesmo que o barril do petróleo atinja os 80 dólares, não é sustentável, porquanto temos estado a presenciar o surgimento de uma inundação de petróleo com a descoberta de outros mercados. Há países que não eram produtores e com as descobertas passaram a produzir e fornecer ao mercado internacional”, disse.
Por outro lado, considera Pedro Godinho, nos Estados Unidos há uma onda frenética para a produção de xisto e foi exactamente essa produção que provocou o derrube dos preços do petróleo a partir de 2013-2014, o que aumentou a oferta no mercado internacional e fez baixar os preços.
O final de 2017 e princípio de 2018 tem sido um ano de boas notícias para os produtores de petróleo que têm visto uma valorização dos preços de encomendas aos níveis previstos pela Opep.