O barril do petróleo brent, que serve de referência às exportações de Angola, está, esta semana, na Bolsa de Londres, a ser encomendado acima dos 53 dólares.
Segundo apurou o JE junto do sitío de internet “Investing.com”, que acompanha as negociações dos futuros ao detalhe, este preço está um pouco acima da média de 52 dólares por barril em que se encomendaram as entregas de Outubro nos meses de Agosto e Setembro.
Este preço de 53,38 dólares, que se verificou na terça-feira (05) por exemplo, serve também de amostra da tendência positiva que o mercado do “ouro negro” regista no início deste mês.
Para os produtores, e conforme até intervenção recente dop ministro angolano dos Petróleos, Botelho de Vasconcelos, o ideal é que o barril atinja logo o preço de 60 dólares.
Uma situação que está a ser bem aproveitada nos pregõpes das bolsas de Londres e Nova Iorque tem a ver com a tensão entre a Coreia do Norte com os Estados Unidos e seus alíados.
Na quarta-feira, o barril de petróleo Brent, para entrega em Novembro, abriu em baixa no International Exchange Futures (ICE) de Londres, cotado a 53,19 dólares, uma variação de 0,35 por cento em relação ao fecho de terça-feira.
As mais recentes negociações do Brent terão sido marcadas por fortes oscilações nos preços. Por exemplo, no mês de Julho o barril manteve-se nos 53 dólares. Em Agosto, as encomendas desceram ligeiramente, tendo se fixado em torno dos 52 dólares.

Posicionamento da Opep

Neste cenário de sobe e desce, os países produtores agrupados no cartel Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) forçam um eventual alargamento dos prazos de corte na produção dos membros, que em Novembro de 2016 fixou para todo 2017 a redução dos níveis de oferta dos países, excluindo a Nigéria e o Iraque.
Recentemente, vários países produtores de petróleo concluíram numa reunião técnica com a promessa de respeitarem as reduções na produção para estimular a subida dos preços, indica um comunicado da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).
“A sessão que decorreu em Abu Dhabi, antes de os Emirados Árabes Unidos assumirem a presidência da OPEP em 2018, assinalou o forte e firme compromisso dos países (participantes) em aplicarem os ajustamentos na produção de países membros e não-membros da Opep”, refere o texto.
A reunião decorreu a pedido do comité ministerial da Opep que supervisiona se o acordo para a redução da produção está a ser respeitado.
A Opep e outros produtores de petróleo decidiram no fim de 2016 reduzir a extração para limitar a oferta no mercado mundial e levar a uma subida dos preços.

Gás do projecto “angola lng” vendido à empresa holandesa vitol

A Angola LNG fornecerá gás natural liquefeito à empresa holandesa Vitol, nos termos de um contrato de vendas assinado entre as duas companhias, anunciou hoje, em comunicado, o consórcio industrial.
Segundo o comunicado distribuído à Angop, publicado simultaneamente em Angola e no Reino Unido, a ALNG fará entrega de carregamentos à Vitol em diversos pontos do mundo.
“Este acordo de venda é um passo importante para a Angola LNG e demonstra a nossa capacidade de responder às necessidades dos nossos clientes e do mercado”, destacou o responsável de marketing do consórcio industrial, Artur Pereira.
Por seu turno, o director de LNG da Vitol, Pablo Galante Escobar, considerou “empolgante” o passo que dá a empresa,  conhecida uma “longa história de investimentos e parcerias
em África”.
A Angola LNG é um projecto integrado de aproveitamento de gás. Inclui uma fábrica de processamento de LNG no onshore, um terminal marítimo e instalações de carregamento, bem como a possibilidade de proceder ao desenvolvimento de gás não associado (NAG).
O consórcio industrial recolhe, processa e comercializa anualmente cerca de 5,2 milhões de toneladas de LNG (incluindo fornecimentos de gás natural ao mercado doméstico) e líquidos (propano, butano e condensados), a partir da sua fábrica na cidade do Soyo, província angolana do Zaire.
Os accionistas da Angola LNG Limited são a angolana Sonangol (22,8%), a norte-americana Chevron (36,4), a britânica BP (13,6), a italiana ENI (13,6) e a francesa Total (13,6).
A Vitol é uma empresa de energia e commodities. O seu principal negócio é a comercialização e distribuição de produtos energéticos a nível global. Foi fundada em Roterdão, Holanda, em 1966, a Vitol comercializa, diariamente, mais de sete milhões de barris de petróleo e derivados, cujo transporte é assegurado por 250 navios.

Oferta petrolífera chinesa à coreia do norte no centro das sanções

China não exclui a possibilidade de apoiar a ONU num embargo ao petróleo fornecido à Coreia do Norte, após o ensaio nuclear de domingo, e urgiu Pyongyang a “não escalar as tensões”, com novos lançamentos de mísseis.
A possibilidade de impor um veto às importações norte-coreanas de petróleo foi estudada pelos Estados Unidos e Japão, segundo informações divulgadas em Tóquio, na segunda-feira desta semana.
Um porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros disse que a resposta ao sexto ensaio atómico norte-coreano “depende das discussões entre os membros do Conselho de Segurança da ONU”, mas não rejeitou a possibilidade de cortar o fornecimento de petróleo.
Pequim é o principal aliado diplomático e maior parceiro comercial de Pyongyang. A China fornece mais de 80 por cento do petróleo utilizado pela Coreia do Norte. A Coreia do Norte testou no domingo a sua bomba nuclear mais potente até à data, um artefacto termonuclear que segundo o regime de Pyongyang pode ser instalado num míssil intercontinental. A comunidade internacional condenou unanimemente o novo desenvolvimento de armamento norte-coreano. Seul e Tóquio pediram mais sanções ao regime de Kim Jong-un.