O barril de brent, referências às exportações angolanas, iniciou a semana nos 57 dólares. O preço é optimista para os exportadores e mantém forte as expectativas de maior valorização de mercado esse ano.
Após sinais de instabilidade, a decisão de corte na produção da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e a Rússia continua a ser um forte indicador de que as encomendas para os próximos meses podem sim atingir os 60 dólares.
Na terça-feira, o primeiro dia das negociações devido ao feriado de segunda-feira (1 de Janeiro), o barril do brent valorizou 0,65 por cento. Contra os 56,82 dólares com que encerrou o ano 2016, os 57,15 serviram de prenúncio de um provável bom ano.

O cenário Opep
Apenas cinco de 14 produtores fora da Opep concordaram com o grupo face ao objectivo de cortar na produção, entre eles, a Rússia, o México, o Cazaquistão, o Uzebesquistão e o Omã. Ao todo, eles cortaram 600 mil barris/dia (bpd). Só a Rússia cortou metade.
No caso da Opep, a excepção dos cortes ficou para Nigéria e Líbia, uma vez que estes países tiveram a sua produção interna parada por avaria
durante algum tempo.
Os países que lideram os cortes de produção são a Arábia Saudita (486 mil bdp), Iraque (210). Os Emirados Árabes cortam 139 mil bpd, enquanto o Kuwait 131 mil. Completam a lista Qatar (30 mil), Venezuela (95), Argélia (50), Equador (26), Angola (87) e Gabão (9).

Apoio da Rússia
A Rússia é actualmente o maior produtor de petróleo do mundo e, em Dezembro último, aceitou juntar-se à Opep no corte da produção para promover uma maior valorização do “ouro negro” e permitir aos países dependentes da exportação da matéria-prima aliviar o sufoco económico em que caíram nos últimos dois anos.
Dados dão conta de que a produção da Rússia em Dezembro foi acima dos 11,25 milhões de barris de petróleo dia (bpd), mas o país prepara-se para, durante o I semestre deste ano, efectuar um corte de 300 mil bpd, conforme compromisso assumido com a Opep