Passaram 11 meses (Novembro de 2016 a Outubro de 2017) desde à adopção pela Organização de Países Exportadores de petróleo (OPEP) de medidas que visavam o reposicionamento do preço do barril do petróleo nos mercados internacionais.
A queda iniciada em 2015 fizera baixar o custo do petróleo em até quase 25 dólares. Desde logo, a retoma lenta, e oscilante, entre os 40 e os 50 dólares por barril (uma medida de cerca de 126 litros), não era do agrado dos produtores.
Juntaram-se a outros não membros (Rússia, Cazaquistão e México, por exemplo), para determinarem
um novo rumo do petróleo.
Nesta ocasião (Novembro de 2016), o ministro dos Petróleos da Arabia Saudita, que é o maior produtor da Opep, só atrás da Rússia e dos Estados Unidos no trio da liderança mundial, fez vincar uma visão e bastante optimista do cartel e seus parceiros.
Qual missão impossível, a perspectiva da Opep era a de levar o barril a um mínimo de 60 dólares. O preço de “sonhos” foi atingido na última sexta-feira (27 de Outubro), depois de na quinta-feira as encomendas para entrega em Dezembro terem sido já fechadas a um preço acima de 59 dólares.
Apesar de longe dos 120 dólares, preço do auge, a Opep e a Rússia, fundamentalmente, quiseram uma oferta controlada e que mais valorizasse a produção nacional e estimulasse a procura dos mercados.
De lá para cá foram dias de expectativa e a aguardar o momento em que a reacção dos mercados favorecesse as pretensões.
A Opep cortou 1,8 milhão/dia de barris para dar equilíbrio aos preços.
O resultado pretendido só agora em Outubro foi concretizado, embora já pelos corredores da Opep, que reúne em Novembro na sua sede em Viena - Áustria, ouve-se com mais intensidade sobre a extensão dos cortes. O fim desta fase foi inicialmente previsto para Março de 2018, mas o efeito positivo da medida, uma vez que a Opep queria os preços a 60 dólares até antes do final de 2017, fazem crer que de forma unânime os países produtores concordem com um prolongamento.
Na verdade, a redução da produção dos países não pode ser associada, directamente, com a baixa nas suas receitas, uma vez que do excesso de petróleo nos mercados resulta sempre uma queda brutal do preço e aí sim caem com este (preço) as perspectivas de rentabilização do investimento petrolífero.
Por exemplo, a petrolífera estatal angolana, Sonangol, que é a concessionária dos direitos, tudo faz para baixar o custo de produção por barril localmente.

Receitas de Setembro
A receita arrecadada, em Setembro deste ano, com a exportação de 51 milhões, 755 mil e 424 barris de petróleo cifrou-se em mais de 144 mil milhões cento e quarenta biliões, 151 milhões, 524 mil e 488 kwanzas, de acordo com o relatório o Ministério das Finanças.
Os dados mensais do Minfin compilados pela Angop indicam a redução 1,8 mil milhão de kwanzas de receitas em comparação com Agosto, visto que naquele período haviam sido arrecadados 142 mil milhões.
O valor resulta da exportação de 49,9 milhões de barris de petróleo, em Agosto, a um preço médio de 40,388 dólares.
Em Setembro, o barril de petróleo foi vendido a um preço médio de 50,361 dólares.
Os valores arrecadados foram com base nas tradicionais receitas do Imposto sobre o Rendimento do Petróleo (IRP), sobre a Produção de Petróleo (IPP), sobre a Transacção de Petróleo (ITP), além de outros rendimentos das petrolíferas nacionais (total de 12 a operar em Angola).