O barril de petróleo Brent, referência às exportações de Angola, esteve a negocear na quarta-feira desta semana no mercado de Londres nos 60 dólares.
Contudo, as sucessivas oscilações dos preços continuam a preocupar os produtores, que tinham para este uma perspectiva de preço médio de 68 dólares.
Na sessão de fecho de terça-feira o Brent esteve cotado nos 60,40 dólares e abriu a sessão de quarta nos 61,10 dólares.
“O barril de petróleo Brent para entrega em Janeiro abriu nesta quarta-feira no mercado de futuros de Londres cotado a 61,17 dólares, uma variação positiva de 1,5% em relação ao fecho do dia anterior”, lê-se na comunicação ao mercado divulgado pela agência EFE.
Há cerca de dois meses, as previsões era de que o petróleo custaria entre os 90 e 100 dólares por barril. Esta inversão das tendências faz com que os produtores, os compradores e até aqueles que cedem empréstimos (bancos) para concretizar várias operações tenham mais receios, situação que sai em prejuízo do mercado.
A Arábia Saudita anunciou em meados deste mês que considera indispensável reduzir a produção mundial de petróleo em 1 milhão de barris ao dia (mbd), a fim de equilibrar o mercado.
A Arábia Saudita, que recentemente executou uma série de projectos para superar sua dependência excessiva do petróleo, sofreu muito financeiramente nos últimos anos, após a queda das cotações de 2014.
Em reacção às declarações de Riad, o “light sweet crude” (WTI), petróleo de referência nos Estados Unidos, e o barril de Brent do Mar do Norte, referência europeia e de Angola, subiam mais de um dólar, mas nas sessões seguintes o petróleo saiu dos confortáveis 70 para abaixo dos 60 dólares.